Alternativa C - Sistêmico e não sistêmico
Introdução
No contexto de finanças e gestão de investimentos, o risco é classificado principalmente de acordo com sua origem e a capacidade do investidor em controlá-lo ou mitigá-lo. A distinção teórica fundamental divide os riscos em duas grandes categorias que cobrem todas as possíveis fontes de incerteza em um portfólio.
Análise Conceitual
Para entender a resposta correta, é necessário diferenciar os dois tipos principais de risco identificados na teoria moderna de portfólio:
- Risco Sistemático (ou de Mercado):
- Refere-se aos riscos inerentes ao mercado como um todo.
- Afeta praticamente todos os ativos simultaneamente.
- Não pode ser eliminado apenas através da diversificação da carteira.
- Exemplos: Crises econômicas, mudanças nas taxas de juros, guerras, inflação alta.
- Risco Não-Sistemático (ou Específico):
- Refere-se a riscos exclusivos de uma empresa ou de um setor específico.
- Está relacionado a eventos internos ou setoriais.
- Pode ser reduzido ou eliminado mediante a diversificação (comprar ações de empresas de setores diferentes).
- Exemplos: Greve em uma fábrica específica, má gestão da diretoria de uma empresa, recall de produtos.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
As demais opções misturam termos ou apresentam classificações secundárias. Por exemplo, "Operacional" é um tipo de risco não-sistemático, e "Financeiro" é um termo genérico que abrange ambos. A única dupla que representa a classificação binária completa e tecnicamente aceita na teoria de investimentos é a que opõe o risco do sistema ao risco específico.
Conclusão
A alternativa que apresenta corretamente a classificação teórica dos riscos de um investimento é a c, pois distingue entre o risco que afeta todo o mercado (sistemático) e o risco que afeta apenas um ativo específico (não sistêmico).