Enfermagem Múltipla Escolha

Escolar, sexo masculino, 7 anos, é trazido à sala de emergência pelo SAMU após atropelado por uma motocicleta enquanto andava de bicicleta. O tempo do trauma foi há 20 minutos. Na admissão, a criança encontra-se agitada e chorosa, queixando-se de dor torácica. Considerando o quadro clínico apresentado, assinale a alternativa que descreve o suporte respiratório imediato mais adequado para este paciente.

Escolar, sexo masculino, 7 anos, é trazido à sala de emergência pelo SAMU após atropelado por uma motocicleta enquanto andava de bicicleta. O tempo do trauma foi há 20 minutos. Na admissão, a criança encontra-se agitada e chorosa, queixando-se de dor torácica. Considerando o quadro clínico apresentado, assinale a alternativa que descreve o suporte respiratório imediato mais adequado para este paciente.

  1. Via aérea pérvia, falando frases curtas, sem estridor; colar cervical bem posicionado.
  2. Taquipneia com FR de 32 irpm, uso de musculatura acessória leve, murmúrio vesicular presente bilateralmente, SpO2 de 88% em ar ambiente.
  3. Pele corada, pulsos radiais cheios e simétricos, FC 110 bpm, PA 100x60 mmHg, tempo de enchimento capilar de 2 segundos.
  4. Escala de coma de Glasgow 14 (confuso), pupilas isofotorreagentes.
  5. Escoriações em hemitórax direito, sem deformidades ósseas visíveis.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Máscara facial com reservatório não reinalante a 10-15 L/min.

Resumo da Resposta

O paciente apresenta hipóxia moderada (SpO2 88%) e sofrimento respiratório leve, mas mantém a via aérea patente e consciência preservada. A conduta mais adequada é fornecer oxigênio de alta concentração sem invadir as vias aéreas imediatamente.

Desenvolvimento Clínico

A avaliação do paciente revela sinais de insuficiência respiratória aguda secundária ao trauma torácico. Os pontos cruciais para a decisão terapêutica são:

  • Satuação de Oxigênio: 88% em ar ambiente está abaixo do limite aceitável (> 92-94%), indicando necessidade de suplementação imediata.
  • Estado da Via Aérea: Pérvia e sem obstrução aparente ("sem estridor", "falando frases curtas").
  • Esforço Respiratório: Taquipneia (FR 32 irpm) e uso de musculatura acessória indicam esforço aumentado, mas ventilação espontânea mantida.
  • Consciência: Escala de Glasgow 14 (leve confusão), mas o paciente interage verbalmente.

Desta forma, a prioridade é corrigir a hipoxemia utilizando dispositivos que ofereçam alto fluxo de oxigênio, evitando procedimentos invasivos enquanto o paciente ainda respira espontaneamente de forma eficaz.

Análise das Alternativas

  • Cateter nasal (2 L/min): Fornece baixo aporte de oxigênio (FiO2 variável, geralmente até 35%). Insuficiente para uma criança com SpO2 88% e taquipneia significativa.
  • Máscara com reservatório (10-15 L/min): (Correta). Permite atingir concentrações de oxigênio elevadas (até 90% ou mais), ideal para correção rápida de hipóxia em pacientes com via aérea patente e esforço ventilatório mantido.
  • Ventilação com AMBU (Pressão Positiva): Indicada para apneia ou insuficiência ventilatória grave onde a ventilação espontânea falha. O paciente está respirando ativamente, então isso seria excessivo.
  • Intubação Orotraqueal: Reservada para casos de parada respiratória, comprometimento severo da consciência (risco de aspiração) ou obstrução de via aérea. Não é o primeiro passo antes de tentar oxigenoterapia simples.

Conclusão

A alternativa correta é a Máscara facial com reservatório não reinalante, pois equilibra a necessidade urgente de oxigênio com a segurança de não invadir a via aérea em um paciente que ainda preserva reflexos e capacidade ventilatória.

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