Enfermagem Múltipla Escolha

Homem de 28 anos é atendido em Unidade Básica de Saúde com queixa de dor anal intensa, em pontada, durante e logo após as evacuações há cerca de 2 semanas, associada a sangramento vermelho-vivo de pequena monta no papel higiênico. Refere constipação habitual, com eliminação de fezes endurecidas. Nega febre, tumoração perianal, secreção purulenta ou episódios prévios semelhantes. Ao exame proctológico, observa-se laceração linear superficial no anoderma, na linha média posterior, de bordas nítidas e fundo avermelhado, sem plicoma sentinela ou sinais flogísticos. Após registrar o caso no prontuário eletrônico e discutir a conduta por meio do serviço de telessaúde, qual é a conduta inicial mais adequada para este paciente?

Homem de 28 anos é atendido em Unidade Básica de Saúde com queixa de dor anal intensa, em pontada, durante e logo após as evacuações há cerca de 2 semanas, associada a sangramento vermelho-vivo de pequena monta no papel higiênico. Refere constipação habitual, com eliminação de fezes endurecidas. Nega febre, tumoração perianal, secreção purulenta ou episódios prévios semelhantes. Ao exame proctológico, observa-se laceração linear superficial no anoderma, na linha média posterior, de bordas nítidas e fundo avermelhado, sem plicoma sentinela ou sinais flogísticos. Após registrar o caso no prontuário eletrônico e discutir a conduta por meio do serviço de telessaúde, qual é a conduta inicial mais adequada para este paciente?

  1. Orientar dieta rica em fibras, aumento da ingesta hídrica e banhos de assento, associados a analgesia.
  2. Indicar esfincterotomia lateral interna como tratamento de escolha para o quadro.
  3. Aplicar toxina botulínica no esfíncter anal interno para promover esfincterotomia química.
  4. Prescrever pomada de corticóide tópico para reduzir a inflamação local da lesão.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Alternativa A - Orientar dieta rica em fibras, aumento da ingesta hídrica e banhos de assento, associados a analgesia.

Introdução ao Caso Clínico

Este cenário apresenta um paciente jovem com quadro clássico de Fissura Anal Aguda. A identificação correta do diagnóstico é fundamental para determinar a conduta terapêutica adequada, evitando intervenções invasivas desnecessárias no início.

O diagnóstico baseia-se nas seguintes características clínicas apresentadas:

  • Dor característica: Em pontada ("queimação") durante e logo após a evacuação.
  • Sangramento: Pequena quantidade de sangue vermelho-vivo no papel higiênico.
  • História: Constipação habitual e fezes endurecidas (fator precipitante).
  • Exame físico: Lacerção linear superficial, bordas nítidas e ausência de plicoma sentinela (marcadores de cronificação).

Desenvolvimento Terapêutico

O tratamento de primeira linha para fissura anal aguda é conservador, focando na interrupção do ciclo vicioso de dor \rightarrow espasmo do esfíncter \rightarrow isquemia local \rightarrow atraso na cicatrização.

Os pilares do tratamento inicial incluem:

  • Amolecimento das fezes: Para evitar novo trauma na lesão.
  • Relaxamento do esfíncter: Para melhorar a perfusão sanguínea local e reduzir a dor.
  • Controle sintomático: Analgesia e anti-inflamatórios locais quando indicados.

Análise das Alternativas

AlternativaCondutaAvaliação
(A)Dieta, água, banho de assento e analgesiaCORRETA. É o padrão-ouro inicial para fissura aguda.
(B)Esfincterotomia lateral internaIncorreta. Procedimento cirúrgico reservado para fissuras crônicas (> 6-8 semanas) ou refratárias.
(C)Toxina botulínicaIncorreta. Usada para fissuras crônicas com hipertonia do esfíncter, geralmente após falha do tratamento clínico.
(D)Pomada de corticoideIncorreta. Corticoides não resolvem a causa principal (constipação e espasmo) e podem causar efeitos adversos locais.

Conclusão

A conduta inicial mais adequada para este paciente é a Alternativa A.

Ao orientar o paciente sobre mudanças dietéticas (fibras e hidratação) e medidas físicas (banhos de assento), estamos atacando diretamente os fatores etiopatogênicos da doença, permitindo a cicatrização espontânea, que ocorre na grande maioria dos casos agudos. Intervenções cirúrgicas ou químicas só seriam consideradas se houvesse persistência dos sintomas após várias semanas de tratamento conservador bem conduzido.

Tem outra questão para resolver?

Resolver agora com IA

Mais questões de Enfermagem

Ver mais Enfermagem resolvidas

Tem outra questão de Enfermagem?

Cole o enunciado, tire uma foto ou descreva o problema — a IA resolve com explicação completa em segundos.