História do Brasil Múltipla Escolha

As transformações sociais e políticas ao longo da história brasileira impactaram diretamente a atuação das forças policiais. Considerando esse contexto, qual das alternativas melhor descreve um fator que contribuiu para a militarização das polícias no Brasil?

As transformações sociais e políticas ao longo da história brasileira impactaram diretamente a atuação das forças policiais. Considerando esse contexto, qual das alternativas melhor descreve um fator que contribuiu para a militarização das polícias no Brasil?

  1. A influência do modelo britânico, que incentivou o policiamento comunitário e preventivo
  2. A centralização do poder promovida pela Constituição de 1988, que integrou todas as polícias ao sistema de defesa nacional
  3. O período da Ditadura Militar (1964–1985), que subordinou as polícias militares às Forças Armadas, reforçando seu caráter repressivo
  4. A adoção de práticas descentralizadas de policiamento, garantindo maior autonomia operacional às forças estaduais
  5. A criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que substituíram a abordagem repressiva por um modelo baseado em direitos humanos

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C

A questão aborda a história das polícias no Brasil e o processo de sua militarização, um tema fundamental para compreender a segurança pública contemporânea. O fator histórico determinante para essa característica foi o regime autoritário que governou o país entre 1964 e 1985.

Durante esse período, as funções de polícia foram reorganizadas para atender aos interesses do Estado em manter a ordem interna contra opositores políticos. As Polícias Militares passaram a ser tratadas como forças auxiliares e reservadas do Exército, adotando hierarquia, disciplina e estruturas militares.

Análise das Alternativas

Para entender por que a alternativa C é a correta, é necessário examinar os erros conceituais nas demais opções:

  • Alternativa A (Influência Britânica): O modelo britânico é frequentemente citado como referência de policiamento civil e comunitário. No entanto, a estrutura brasileira não seguiu essa lógica; pelo contrário, afastou-se dela ao adotar uma postura mais ostensiva e militarizada.
  • Alternativa B (Constituição de 1988): A Constituição Federal de 1988 manteve a distinção entre Polícia Civil e Polícia Militar, mas não promoveu uma centralização que integrasse todas as polícias ao sistema de defesa nacional. Na verdade, ela garantiu autonomia às polícias estaduais, embora mantivesse o vínculo institucional com as Forças Armadas.
  • Alternativa C (Ditadura Militar - Correta): Este foi o período chave. O governo militar utilizou as polícias para reprimir movimentos sociais e opositores, reforçando o caráter bélico da ação policial interna. Isso consolidou a ideia de que o inimigo poderia estar dentro da sociedade.
  • Alternativa D (Práticas Descentralizadas): Embora haja descentralização administrativa, isso não explica a militarização. A adoção de práticas militares ocorreu mesmo em contextos onde havia certo controle centralizado sobre o uso da força durante o regime autoritário.
  • Alternativa E (UPPs): As Unidades de Polícia Pacificadora foram criadas muito depois (em 2008), no contexto democrático, como uma tentativa de mudar a abordagem em áreas dominadas pelo crime organizado, não como causa histórica da militarização estrutural.

Conclusão

O processo de militarização das polícias brasileiras está intrinsecamente ligado ao período da Ditadura Militar. Foi nesse contexto que se consolidou a visão das forças de segurança como extensões das Forças Armadas voltadas para o combate interno, influenciando a cultura organizacional e o uso da força até os dias atuais.

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