Medicina Múltipla Escolha

Em relação ao uso de trombolíticos em paciente com infarto agudo do miocárdio com supra de segmento ST no eletrocardiograma, é considerado(a) contraindicação absoluta:

Em relação ao uso de trombolíticos em paciente com infarto agudo do miocárdio com supra de segmento ST no eletrocardiograma, é considerado(a) contraindicação absoluta:

  1. Uso crônico de AAS 100 mg diário.
  2. Trauma cranioencefálico importante nos últimos 3 meses.
  3. Histórico de úlcera péptica mesmo sem evidência de sangramento ativo.
  4. Acidente vascular encefálico isquêmico há 1 ano.
  5. Gestação.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Trauma cranioencefálico importante nos últimos 3 meses.

Introdução ao Uso de Trombolíticos

O tratamento trombolítico é utilizado em casos de Infarto Agudo do Miocárdio com Supra de Segmento ST para dissolver o coágulo que obstruiu a artéria coronária. No entanto, como esses medicamentos (como alteplase ou tenecteplase) atuam desregulando a cascata de coagulação, eles aumentam significativamente o risco de hemorragias graves.

Por isso, existem critérios rigorosos para identificar pacientes que não podem receber essa terapia. As contraindicações são divididas em absolutas e relativas.

Análise das Alternativas

Para determinar a resposta correta, devemos classificar cada cenário conforme as diretrizes das sociedades de cardiologia (como a SBC - Sociedade Brasileira de Cardiologia):

CenárioClassificaçãoMotivo
AAS 100 mg diárioNão é contraindicaçãoÉ parte da terapia padrão associada ao trombolítico.
Trauma craniano recenteAbsolutaRisco iminente de hemorragia intracraniana fatal.
Úlcera péptica sem sangramentoRelativaO risco existe, mas não impede o uso se o benefício for vital.
AVC isquêmico há 1 anoNão é contraindicaçãoO período de segurança é superior a 3 meses.
GestaçãoRelativaRisco de descolamento placentário, mas o risco materno pode prevalecer.

Detalhamento dos Conceitos

  1. Contraindicação Absoluta: Situações onde o risco de morte ou sequelas graves por sangramento supera qualquer benefício possível.
  • Inclui histórico prévio de hemorragia intracraniana, tumores cerebrais malignos e trauma cranioencefálico significativo nos últimos 3 meses.
  • O cérebro é extremamente vulnerável a sangramentos quando exposto a fibrinolíticos.
  1. Contraindicação Relativa: Situações que requerem avaliação cuidadosa do risco versus benefício.
  • Gestação: Embora haja risco para o feto e a mãe, em um infarto grave, a vida da mãe pode ser preservada usando-se outras técnicas ou aceitando-se o risco do medicamento.
  • Úlceras: Apenas úlceras ativas são absolutas. Histórico antigo sem sangramento atual é relativo.
  • AVC Isquêmico: O limite temporal para ser considerado absoluto geralmente é de 3 meses. Após esse período, o risco diminui consideravelmente.

Conclusão

A alternativa B apresenta o único cenário listado que é categorizado universalmente como uma contraindicação absoluta nas principais diretrizes clínicas devido ao alto potencial de complicações neurológicas fatais.

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