Medicina Múltipla Escolha

Homem de 48 anos busca atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) para reiniciar tratamento para tuberculose. Paciente refere que iniciou o tratamento poliquimioterápico há 6 meses, quando foi diagnosticado com tuberculose; porém, há 2 meses, interrompeu o acompanhamento na sua unidade há 15 dias e foi visitado pelo agente comunitário, que o orientou a procurar atendimento médico para avaliação e retomada do tratamento. Foram solicitados, inicialmente, o teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB), baciloscopia de escarro e radiografia de tórax. Qual a conduta adequada para esse caso?

Homem de 48 anos busca atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) para reiniciar tratamento para tuberculose. Paciente refere que iniciou o tratamento poliquimioterápico há 6 meses, quando foi diagnosticado com tuberculose; porém, há 2 meses, interrompeu o acompanhamento na sua unidade há 15 dias e foi visitado pelo agente comunitário, que o orientou a procurar atendimento médico para avaliação e retomada do tratamento. Foram solicitados, inicialmente, o teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB), baciloscopia de escarro e radiografia de tórax. Qual a conduta adequada para esse caso?

  1. Se o TRM-TB for positivo, sem resistência à rifampicina, e a baciloscopia for negativa, reiniciar o esquema básico.
  2. Se o TRM-TB for negativo e a baciloscopia for positiva, reiniciar o esquema básico, desde que a resistência à rifampicina seja positiva.
  3. Se o TRM-TB for negativo e a baciloscopia for positiva, solicitar cultura de escarro com teste de sensibilidade e reiniciar o esquema básico enquanto se aguarda a cultura.
  4. Se o TRM-TB for positivo, com resistência à rifampicina, e a baciloscopia for positiva, solicitar cultura de escarro com teste de sensibilidade e reiniciar o esquema básico enquanto se aguarda a cultura.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Alternativa A

Introdução
A questão aborda o manejo clínico de um paciente que retorna ao tratamento da tuberculose após interrupção (abandono). O protocolo atual do Ministério da Saúde prioriza o uso do Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) para guiar a decisão terapêutica, especialmente na detecção de resistência à rifampicina.

Desenvolvimento
Quando um paciente retorna ao tratamento (casos de recaída ou abandono), a conduta segue um algoritmo específico baseado nos resultados do TRM-TB e da baciloscopia:

  1. Interpretação do TRM-TB: Este teste é fundamental porque identifica não apenas a presença do Mycobacterium tuberculosis, mas também marcadores genéticos de resistência à rifampicina.
  2. Conduta para TRM-TB Positivo (Sem Resistência): Se o teste detectar o bacilo e indicar que ele é sensível à rifampicina, o paciente deve ser iniciado imediatamente no esquema básico de tratamento (isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol), independentemente da baciloscopia (que pode ser negativa em casos paucibacilares).
  3. Conduta para TRM-TB Positivo (Com Resistência): Se houver resistência à rifampicina, suspeita-se de Tuberculose Multidrogarresistente (TB-MDR). Nesse caso, NÃO se inicia o esquema básico (pois contém rifampicina); deve-se solicitar cultura para confirmação e iniciar o regime para MDR assim que possível.

## Análise das Alternativas

  • Alternativa A (Correta): Descreve o cenário ideal onde o TRM confirma a infecção e exclui a resistência à rifampicina. A conduta correta é reiniciar o esquema básico, garantindo o tratamento eficaz sem risco de selecionar bactérias resistentes.
  • Alternativa B (Incorreta): Afirma que se deve reiniciar o esquema básico se a resistência à rifampicina for positiva. Isso é perigoso e errado, pois o esquema básico contém rifampicina, que seria ineficaz contra uma cepa resistente.
  • Alternativa C (Menos adequada): Embora clinicamente se possa tratar pacientes com baciloscopia positiva mesmo com TRM negativo, a alternativa A representa a aplicação direta do algoritmo moderno que prioriza o resultado molecular seguro. Além disso, a discordância entre TRM negativo e baciloscopia positiva exige atenção, mas a conduta padrão mais assertiva baseada na tecnologia moderna é a descrita na opção A.
  • Alternativa D (Incorreta): Sugere reiniciar o esquema básico mesmo com resistência à rifampicina confirmada pelo TRM. Isso contraindica o uso dos medicamentos básicos e expõe o paciente a falha terapêutica.

Conclusão
A conduta adequada baseia-se na segurança do tratamento. Como o TRM-TB é positivo e não indica resistência à rifampicina, o paciente está apto a receber o tratamento padrão imediatamente.

Alternativa A.

Tem outra questão para resolver?

Resolver agora com IA

Mais questões de Medicina

Ver mais Medicina resolvidas

Tem outra questão de Medicina?

Cole o enunciado, tire uma foto ou descreva o problema — a IA resolve com explicação completa em segundos.