Medicina Múltipla Escolha

Mulher de 45 anos comparece à unidade básica de saúde com dor e edema na panturrilha esquerda há 4 dias, com piora ao caminhar. Faz uso de contraceptivo oral combinado e é tabagista. Ao exame, há edema assimétrico do membro inferior esquerdo, empastamento de panturrilha e dor à dorsiflexão do pé, com pulsos distais paláveis. A médica calculou o escore de Wells, que resultou em alta probabilidade, e o ultrassom com Doppler venoso confirmou trombose venosa profunda em segmento fêmoro-poplíteo, sem sinais de isquemia do membro. A paciente não apresenta contraindicações ao tratamento. Qual é a conduta terapêutica de primeira linha indicada para o caso?

Mulher de 45 anos comparece à unidade básica de saúde com dor e edema na panturrilha esquerda há 4 dias, com piora ao caminhar. Faz uso de contraceptivo oral combinado e é tabagista. Ao exame, há edema assimétrico do membro inferior esquerdo, empastamento de panturrilha e dor à dorsiflexão do pé, com pulsos distais paláveis. A médica calculou o escore de Wells, que resultou em alta probabilidade, e o ultrassom com Doppler venoso confirmou trombose venosa profunda em segmento fêmoro-poplíteo, sem sinais de isquemia do membro. A paciente não apresenta contraindicações ao tratamento. Qual é a conduta terapêutica de primeira linha indicada para o caso?

  1. Ácido acetilsalicílico 100 mg ao dia.
  2. Anti-inflamatório não esteroidal associado a repouso no leito.
  3. Implante de filtro de veia cava inferior.
  4. Anticoagulação plena com anticoagulante oral direto.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D - Anticoagulação plena com anticoagulante oral direto

Diagnóstico e Conduta

O caso clínico descreve uma paciente com quadro clássico de Trombose Venosa Profunda (TVP). Os principais indícios clínicos incluem:

  • Dor e edema assimétrico em membros inferiores.
  • Piora dos sintomas ao caminhar.
  • Sinal de Homans positivo (dor à dorsiflexão do pé).
  • Alto escore de Wells indicando alta probabilidade.
  • Confirmação diagnóstica por Doppler venoso.

O tratamento padrão-ouro para TVP é a anticoagulação, cujo objetivo principal é evitar a propagação do trombo e prevenir a Embolia Pulmonar.

Análise das Opções

Por que a Anticoagulação Plena?

A anticoagulação deve ser iniciada imediatamente após o diagnóstico, salvo contraindicações absolutas. As diretrizes atuais recomendam o uso de:

  • Heparina de Baixo Peso Molecular (HBPM) ou Fondaparinux como fase inicial.
  • Anticoagulantes Orais Diretos (DOACs), como rivaroxabana ou apixabana, que podem ser usados desde o início ou como manutenção, substituindo a varfarina na maioria dos casos devido à maior praticidade e segurança.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

  • Ácido Acetilsalicílico (AAS): O AAS atua na agregação plaquetária, sendo útil para doenças arteriais (como infarto), mas tem eficácia insuficiente para tratar trombos venosos.
  • Anti-inflamatórios (AINEs): Podem aliviar a dor, mas não impedem a formação de novos coágulos nem a embolização.
  • Filtro de Veia Cava Inferior: Este procedimento invasivo é reservado exclusivamente para pacientes que têm contraindicação absoluta à anticoagulação ou que evoluíram com embolia pulmonar apesar do tratamento medicamentoso adequado. Como a paciente não tem contraindicações, a medicação é a escolha prioritária.

Conclusão

A conduta terapêutica de primeira linha para TVP confirmada em paciente sem contraindicações é a anticoagulação plena. Entre as opções apresentadas, o uso de anticoagulante oral direto representa a terapia mais moderna e adequada para este cenário.

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