Medicina Múltipla Escolha

Paciente em uso de hidroxicloroquina há vários anos passa a apresentar metamorfopsia e dificuldade para leitura. Qual alteração ocular deve ser suspeitada?

Paciente em uso de hidroxicloroquina há vários anos passa a apresentar metamorfopsia e dificuldade para leitura. Qual alteração ocular deve ser suspeitada?

  1. Córnea verticillata
  2. Maculopatia tóxica
  3. Paralisia do VI par
  4. Glaucoma congênito
  5. Conjuntivite viral

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Maculopatia tóxica

O caso clínico apresentado descreve um quadro clássico de toxicidade pelo uso prolongado de hidroxicloroquina, uma medicação frequentemente utilizada no tratamento de doenças autoimunes como Lúpus Eritematoso Sistêmico e Artrite Reumatoide.

Introdução ao Problema

A hidroxicloroquina possui a capacidade de se acumular nos tecidos oculares, especificamente na células do epitélio pigmentar da retina (EPR). Com o tempo, esse acúmulo pode levar a danos estruturais que comprometem a função visual central.

Os sintomas relatados são os sinais de alerta mais importantes:

  • Metamorfopsia: A percepção de linhas retas como se fossem curvas ou distorcidas. Isso indica que a mácula (região central da retina responsável pela visão de detalhes) está funcionando de forma irregular.
  • Dificuldade para leitura: A perda de agudeza visual central impede a distinção de letras pequenas, afetando diretamente a capacidade de leitura.

## Análise das Alternativas

Para confirmar a escolha correta, vamos analisar cada opção com base na fisiopatologia:

  • A) Córnea verticillata: Embora seja uma alteração ocular associada à hidroxicloroquina, ela consiste em depósitos em espiral na córnea. Geralmente é assintomática e não causa perda visual significativa ou metamorfopsia. É considerada benigna.
  • B) Maculopatia tóxica: Corresponde exatamente ao quadro descrito. A toxina afeta a mácula, podendo gerar lesões características ("olho de boi"). É a principal causa de cegueira relacionada a este medicamento.
  • C) Paralisia do VI par: Causaria diplopia (visão dupla) devido à fraqueza muscular, mas não está ligada ao uso crônico deste fármaco nem à metamorfopsia.
  • D) Glaucoma congênito: Como o nome indica ("congênito"), é uma condição presente desde o nascimento. Não tem relação com o uso de medicamentos na vida adulta.
  • E) Conjuntivite viral: Trata-se de uma infecção inflamatória superficial. Causa vermelhidão, lacrimejamento e secreção, sem alterar a estrutura da retina ou causar distorção visual profunda.

Conclusão

A hidroxicloroquina exige monitoramento oftalmológico rigoroso (exame de fundo de olho e OCT) antes do início do tratamento e periodicamente durante o uso. A detecção precoce da maculopatia tóxica é essencial, pois o dano retinal é geralmente irreversível. Portanto, a alteração suspeitada é a Maculopatia tóxica.

Tem outra questão para resolver?

Resolver agora com IA

Mais questões de Medicina

Ver mais Medicina resolvidas

Tem outra questão de Medicina?

Cole o enunciado, tire uma foto ou descreva o problema — a IA resolve com explicação completa em segundos.