Alternativa C - Taquicardia atrial.
Para identificar a resposta correta, é necessário analisar as características eletrofisiológicas de cada arritmia listada, focando especificamente em dois critérios fundamentais do eletrocardiograma (ECG): a largura do complexo QRS e a regularidade do ritmo.
Análise Detalhada
O complexo QRS estreito indica que a despolarização ventricular ocorre através do sistema de condução normal (fascículo de His e feixes de Purkinje), o que caracteriza uma origem supraventricular (acima dos ventrículos). O critério de regularidade exige um intervalo R-R constante entre os batimentos.
Vamos analisar cada alternativa:
- Fibrilação atrial: Caracteriza-se por atividade atrial caótica. Embora o QRS seja geralmente estreito, o ritmo ventricular é irregularmente irregular devido à condução inconsistente através do nó AV. Portanto, não se encaixa no critério de regularidade.
- Torsades de pointes: É uma variante de taquicardia ventricular polimórfica. Apresenta complexo QRS largo e amplitude variável, sendo ritmicamente irregular.
- Taquicardia atrial: Origina-se em foco ectópico nos átrios. O impulso desce pelo sistema AV normal para os ventrículos, resultando em QRS estreito. O ritmo de disparo é mantido constante, tornando o ritmo regular. Esta é a definição exata da questão.
- Taquicardia de movimento circular antidrômica: Neste tipo de reentrada (geralmente associada à Síndrome de Wolff-Parkinson-White), o impulso desce pelos ventrículos através de uma via acessória, ignorando o sistema His-Purkinje. Isso gera pré-excitação e resulta em um complexo QRS largo.
- Flutter atrial com bloqueio AV variado: O flutter tem ondas F (em dente de serra). Se o bloqueio AV for variado (ex: variações entre 3:1 e 4:1), a resposta ventricular torna-se irregular.
Conclusão
A única taquicardia supraventricular na lista que mantém simultaneamente a condução ventricular normal (QRS estreito) e um ritmo de disparo constante (regular) é a Taquicardia atrial.
Portanto, a alternativa correta é a C.