Medicina Múltipla Escolha

Sobre Transtorno Disfórico-Menstrual (TDPM) em adolescentes pós-menarca, assinale a mais adequada:

Sobre Transtorno Disfórico-Menstrual (TDPM) em adolescentes pós-menarca, assinale a mais adequada:

  1. O diagnóstico é retrospectivo, com necessidade de registros.
  2. O diagnóstico é confirmado prospectivamente por ≥2 ciclos com diário (ex.:, RGDP) e considerar ISRS (contínuo ou em fase lútea) como primeira linha.
  3. Solicitar painel hormonal rotineiro define o diagnóstico.
  4. ISRS só funcionam em regime contínuo; uso lúteo é ineficaz.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - O diagnóstico é confirmado prospectivamente por ≥2 ciclos com diário (ex::, RGDP) e considerar ISRS (contínuo ou em fase lútea) como primeira linha.

Introdução ao Tema

O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é uma condição clínica grave caracterizada por sintomas emocionais e físicos intensos que ocorrem na fase lútea do ciclo menstrual. Para ser diagnosticado adequadamente, especialmente em adolescentes, é necessário seguir critérios rigorosos para diferenciar de outras condições psiquiátricas ou distúrbios menstruais comuns.

A confirmação diagnóstica exige evidência objetiva da relação entre os sintomas e o ciclo, além de um plano terapêutico baseado em evidências científicas.

Desenvolvimento Didático

O diagnóstico correto depende fundamentalmente do tempo de monitoramento e da natureza dos dados coletados:

  • Critério Diagnóstico (DSM-5): Exige-se a avaliação prospectiva (para frente) durante pelo menos dois ciclos menstruais sintomáticos. Relatos retrospectivos (lembrança do passado) são insuficientes devido à tendência de viés de memória das pacientes.
  • Ferramentas de Avaliação: Utilizam-se diários de sintomas, como o DRSP (Daily Record of Severity of Problems) ou variações como o RGDP (Registro de Gravidade de Sintomas Pré-Menstruais).
  • Tratamento Farmacológico: Os Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRS) são considerados tratamento de primeira linha. Eles podem ser administrados de duas formas eficazes:
  1. Contínuo: Durante todo o ciclo.
  2. Fase Lútea: Apenas nos 14 dias anteriores à menstruação (fase lútea), reduzindo a exposição ao medicamento quando não há sintomas.

Análise das Alternativas

  • Opção 1 (Retrospectiva): Incorreta. O diagnóstico não pode ser apenas retrospectivo. É obrigatória a confirmação prospectiva para garantir que os sintomas estão realmente ligados ao ciclo e não a outros momentos do mês.
  • Opção 2 (Correta): Correta. Reflete fielmente os critérios clínicos atuais: confirmação por ≥2 ciclos, uso de diário de sintomas e indicação de ISRS tanto em regime contínuo quanto intermitente (lúteo).
  • Opção 3 (Painel Hormonal): Incorreta. Não existe um marcador hormonal específico para definir TDPM. O diagnóstico é clínico. O painel hormonal serve para excluir outras patologias (como tireoidopatias), mas não define o TDPM.
  • Opção 4 (Eficácia do ISRS): Incorreta. Estudos demonstram que o uso de ISRS na fase lútea é tão eficaz quanto o uso contínuo para controle dos sintomas, sendo uma opção válida para minimizar efeitos colaterais.

Conclusão

A alternativa selecionada na imagem está correta. Ela alinha-se com as diretrizes clínicas que priorizam a monitorização prospectiva para confirmar a periodicidade dos sintomas e indicam os ISRS como terapia farmacológica inicial, oferecendo flexibilidade posológica.

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