Medicina Múltipla Escolha

Um homem de 50 anos, vítima de atropelamento, dá entrada no pronto-socorro com instabilidade hemodinâmica e dor pélvica severa. O exame físico revela rotação externa dos membros inferiores e hematoma perineal. Diante da suspeita de fratura pélvica em “livro aberto”, indica-se a aplicação imediata de uma cinta pélvica ao nível dos trocanteres. O mecanismo fisiopatológico principal que justifica essa manobra para controle hemodinâmico é:

Um homem de 50 anos, vítima de atropelamento, dá entrada no pronto-socorro com instabilidade hemodinâmica e dor pélvica severa. O exame físico revela rotação externa dos membros inferiores e hematoma perineal. Diante da suspeita de fratura pélvica em “livro aberto”, indica-se a aplicação imediata de uma cinta pélvica ao nível dos trocanteres. O mecanismo fisiopatológico principal que justifica essa manobra para controle hemodinâmico é:

  1. Compressão mecânica direta das artérias ilíacas internas para cessar o sangramento arterial.
  2. Redução do volume pélvico para promover o tamponamento do sangramento venoso retroperitoneal.
  3. Alinhamento anatômico das corticais ósseas para prevenir a embolia gordurosa sistêmica.
  4. Imobilização das articulações sacroilíacas para evitar lesão secundária do plexo lombossacral.
  5. Oclusão temporária da aorta abdominal distal por aumento da pressão intra-abdominal.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Redução do volume pélvico para promover o tamponamento do sangramento venoso retroperitoneal.

Justificativa Didática

O caso clínico descreve um paciente com fratura pélvica instável ("livro aberto") e instabilidade hemodinâmica, indicando sangramento ativo. O uso da cinta pélvica é uma intervenção de emergência para estabilização temporária.

O mecanismo fisiopatológico principal envolve:

  • Redução do Volume Pélvico: Ao comprimir as asas ilíacas, a cinta diminui o espaço disponível dentro da pelve.
  • Tamponamento: Essa redução aumenta a pressão local, facilitando a formação de coágulos e comprimindo os vasos sanguíneos que estão sangrando.
  • Origem do Sangramento: A maioria dos sangramentos em fraturas pélvicas provém do sistema venoso retropéritoneal ou da superfície óssea esponjosa, e não apenas de grandes artérias. A diminuição do volume é mais eficaz para controlar esse tipo de sangramento por meio do efeito de tamponamento.

Análise das Alternativas

AlternativaAnálise
AIncorreta. Embora haja compressão, o objetivo primário não é fechar artérias especificamente, mas sim criar tamponamento geral. O controle arterial geralmente exige angiografia ou cirurgia.
BCorreta. Corresponde ao princípio do ATLS para fraturas pélvicas instáveis: diminuir o volume pélvico favorece a hemostasia venosa.
CIncorreta. O alinhamento é secundário; o foco imediato na instabilidade hemodinâmica é o controle do sangue, não a prevenção de embolia gordurosa.
DIncorreta. A imobilização protege estruturas, mas não explica diretamente o ganho hemodinâmico (controle de choque).
EIncorreta. A oclusão da aorta é realizada com balões endovasculares (REBOA), não com cintas externas na região pélvica.

Conclusão

A aplicação da cinta pélvica visa reduzir o volume da pelve para promover o tamponamento do sangramento venoso, sendo a medida correta para controle hemodinâmico inicial nesses casos.

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