Medicina Múltipla Escolha

Um homem de 68 anos, em tratamento irregular hipertensivo arterial, é admitido na sala de emergência de um pronto-socorro com queixa de dor torácica e dorsal intensas. Baseado no quadro clínico e exames de imagem anteriores foram identificados 128 com dissecção de aorta torácica, utilizando-se para o diagnóstico de exames de imagem sofisticados, ou achados de necropsia: mais de 90% poderiam ser diagnosticados baseando-se em achados clínicos, laboratoriais ou de imagem mais simples, porém significativos. NÃO faz parte desses achados:

Um homem de 68 anos, em tratamento irregular hipertensivo arterial, é admitido na sala de emergência de um pronto-socorro com queixa de dor torácica e dorsal intensas. Baseado no quadro clínico e exames de imagem anteriores foram identificados 128 com dissecção de aorta torácica, utilizando-se para o diagnóstico de exames de imagem sofisticados, ou achados de necropsia: mais de 90% poderiam ser diagnosticados baseando-se em achados clínicos, laboratoriais ou de imagem mais simples, porém significativos. NÃO faz parte desses achados:

  1. Ausência de pulso carotídeo palpável.
  2. Dosagem de D-dímeros elevada, acima de 500 ng/mL, que apresenta valor preditivo positivo acima de 90%.
  3. Alargamento aórtico ou de mediastino na radiografia de tórax.
  4. Ausência de pulso palpável em uma das extremidades proximais.
  5. Diferença de PA > 20 mmHg entre o braço esquerdo e direito.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Dosagem de D-dímeros elevada, acima de 500 ng/mL, que apresenta valor preditivo positivo acima de 90%.

Introdução

A questão aborda o diagnóstico da Dissecção Aórtica Torácica (DAT), uma emergência médica caracterizada por dor intensa e histórico de hipertensão. O texto descreve um cenário onde a maioria dos casos poderia ser identificada por meios simples (clínica, laboratório básico, raio-X), mas pede para identificar qual item não se enquadra nesses critérios diagnósticos confiáveis.

Desenvolvimento

Para responder corretamente, é necessário distinguir quais sinais têm alto poder de confirmação (especificidade) versus quais são apenas marcadores inespecíficos.

  • Sinais Clínicos Físicos: Sinais como diferença de pressão arterial entre os braços ou déficit de pulso periférico são altamente sugestivos de comprometimento do fluxo sanguíneo pela dissecção.
  • Exames de Imagem Simples: O alargamento do mediastino no raio-X de tórax é um sinal clássico e importante de triagem inicial.
  • Marcadores Laboratoriais (D-dímero): O D-dímero é um produto da degradação da fibrina. Embora seja muito sensível (se negativo, ajuda a excluir o diagnóstico), ele não é específico. Ele pode estar elevado em diversas condições inflamatórias, tromboembolismos, pós-operatórios e até no envelhecimento.

Análise das Alternativas

  • Ausência de pulso carotídeo palpável (Opção A): Pode ocorrer se a dissecção comprometer a artéria carótida comum. É um achado clínico significativo, embora menos frequente que o déficit em membros superiores/inferiores.
  • Dosagem de D-dímeros elevada... valor preditivo positivo acima de 90% (Opção B): Esta afirmação é incorreta. O D-dímero tem alta sensibilidade (para descartar), mas baixa especificidade. Um nível elevado não confirma a doença com certeza de 90%, pois há muitos falsos positivos. Portanto, ele não serve como critério definitivo para diagnóstico positivo sem imagem complementar.
  • Alargamento aórtico ou de mediastino na radiografia de tórax (Opção C): Achado clássico e frequentemente citado como um dos primeiros indícios visíveis em exames simples. Faz parte dos achados diagnósticos.
  • Ausência de pulso palpável em uma das extremidades proximais (Opção D): Sinal clássico de comprometimento da perfusão distal devido à dissecção. Faz parte dos achados clínicos significativos.
  • Diferença de PA > 20 mmHg entre o braço esquerdo e direito (Opção E): É um dos sinais físicos mais específicos e importantes para suspeita clínica imediata de dissecção aórtica.

Conclusão

A alternativa B é a correta porque atribui ao D-dímero uma capacidade de confirmação (Valor Preditivo Positivo > 90%) que ele não possui na prática clínica real. Ele é útil para exclusão, não para confirmação diagnóstica isolada. As demais opções descrevem sinais físicos e de imagem clássicos e relevantes para o diagnóstico da patologia.

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