Medicina Múltipla Escolha

Um paciente vítima de colisão automobilística frontal de entrada na sala de emergência com hipotensão severa, hipofonese de bulhas e turigência jugular patológica. Diante da indisponibilidade imediata de centro cirúrgico para toracotomia, opta-se pela realização de pericardiocentese decompenssória como medida de ponte. A técnica anatômica consiste na punção:

Um paciente vítima de colisão automobilística frontal de entrada na sala de emergência com hipotensão severa, hipofonese de bulhas e turigência jugular patológica. Diante da indisponibilidade imediata de centro cirúrgico para toracotomia, opta-se pela realização de pericardiocentese decompenssória como medida de ponte. A técnica anatômica consiste na punção:

  1. No 2º espaço intercostal, na linha hemiclavicular, perpendicular à parede torácica.
  2. Na região subxifoidea, com a agulha angulada em 45 graus em direção ao ombro esquerdo.
  3. No 5º espaço intercostal, na linha axilar anterior, direcionada para o dorso do paciente.
  4. Na região subxifoidea, com a agulha angulada em 45 graus em direção ao ombro direito.
  5. No 4º espaço intercostal, na linha paraesternal esquerda, tangenciando o esterno.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Na região subxifoidea, com a agulha angulada em 45 graus em direção ao ombro esquerdo.

Diagnóstico Clínico

A descrição apresentada descreve classicamente um quadro de Tamponamento Cardíaco, identificado pelos seguintes sinais (Tríade de Beck):

  • Hipotensão severa: Choque obstrutivo causado pela compressão do coração.
  • Hipofonia de bulhas: Sons cardíacos abafados devido ao acúmulo de líquido/pericárdio.
  • Turgência jugular patológica: Distensão das veias do pescoço devido ao aumento da pressão venosa central.

Procedimento: Pericardiocentese

Diante da urgência e da impossibilidade de cirurgia imediata (toracotomia), realiza-se a pericardiocentese para drenar o sangue/fluido acumulado no saco pericárdico e liberar a compressão sobre o coração.

Existem diferentes vias de acesso, mas a via subxifoidea (ou paraxifoidea) é frequentemente a preferida em emergências devido à sua relativa segurança e facilidade de acesso.

Detalhes Técnicos da Punção Subxifoidea

Para executar corretamente este procedimento na via subxifoidea:

  1. Ponto de Entrada: Deve-se identificar o ângulo xifoepigástrico (região subxifoidea), logo abaixo do processo xifoide.
  2. Direção da Agulha: A agulha deve ser dirigida em direção ao ombro esquerdo do paciente. Isso permite que a agulha siga a curva natural da parede torácica e evite estruturas vitais como o fígado e as artérias coronárias.
  3. Angulação: A agulha é inserida em um ângulo de aproximadamente 45 graus em relação à parede abdominal.
  4. Profundidade: Avança-se suavemente até aspirar sangue escuro ou esbranquiçado (líquido pericárdico).

Análise das Alternativas Incorretas

AlternativaMotivo da Incorreção
A (2º espaço intercostal)Este é o local típico para drenagem de pneumotórax ou ausculta pulmonar, não para pericardiocentese.
C (5º espaço, linha axilar)Posição muito lateral; risco alto de lesão pulmonar. A via apical seria na linha medioclavicular, não axilar.
D (Subxifoidea, ombro direito)A direção para o ombro direito é incorreta; isso poderia levar a agulha para fora da cavidade cardíaca ou para o abdome inferior.
E (4º espaço, linha paraesternal)Embora existam abordagens intercostais, a descrição "tangenciando o esterno" não corresponde à técnica padrão de segurança da via subxifoidea, que é a mais indicada neste cenário de emergência descrito.

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