Biologia — Fisiologia Múltipla Escolha

Durante a investigação diagnóstica de um paciente com suspeita de leucemia mieloide aguda minimamente diferenciada (LMA-M0), o farmacêutico clínico avaliou os resultados das provas citoquímicas associadas à imunofenotipagem. O hemograma demonstrava presença de blastos circulantes, porém sem evidências morfológicas claras de diferenciação granulocítica. As reações para mieloperoxidase e Sudan Black apresentaram resultados negativos em praticamente todos os blastos analisados. Diante disso, tornou-se necessária a utilização de marcadores imunofenotípicos específicos para confirmação da linhagem mieloide da neoplasia. Considerando as características laboratoriais da LMA-M0, assinale a alternativa correta.

Durante a investigação diagnóstica de um paciente com suspeita de leucemia mieloide aguda minimamente diferenciada (LMA-M0), o farmacêutico clínico avaliou os resultados das provas citoquímicas associadas à imunofenotipagem. O hemograma demonstrava presença de blastos circulantes, porém sem evidências morfológicas claras de diferenciação granulocítica. As reações para mieloperoxidase e Sudan Black apresentaram resultados negativos em praticamente todos os blastos analisados. Diante disso, tornou-se necessária a utilização de marcadores imunofenotípicos específicos para confirmação da linhagem mieloide da neoplasia.

Considerando as características laboratoriais da LMA-M0, assinale a alternativa correta.

  1. A LMA-M0 apresenta intensa positividade para mieloperoxidase em mais de 90% dos blastos.
  2. O diagnóstico da LMA-M0 depende exclusivamente da análise morfológica do hemograma.
  3. A imunofenotipagem auxilia na identificação de marcadores mieloides em blastos pouco diferenciados.
  4. A presença de grânulos azurófilos abundantes caracteriza a principal alteração morfológica da LMA-M0.
  5. As provas de Sudan Black e PAS demonstram positividade intensa em todos os blastos mieloides.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - A imunofenotipagem auxilia na identificação de marcadores mieloides em blastos pouco diferenciados.

Introdução à LMA-M0

A Leucemia Mieloide Aguda Minimamente Diferenciada (LMA-M0) é uma subclasse de leucemia aguda onde as células malignas (blastos) possuem características mieloides, mas não apresentam diferenciação visível ao microscópio óptico.

No sistema de classificação FAB, este tipo de leucemia se destaca pela ausência de sinais citológicos claros de linhagem mieloide, como grânulos ou bastonetes de Auer.

O Desafio Diagnóstico

Como o enunciado descreve, as reações citoquímicas clássicas falham neste caso específico:

  • Mieloperoxidase (MPO): Negativa por coloração química.
  • Sudan Black B (SBB): Negativa.

Isso ocorre porque os enzimas responsáveis por essas reações estão presentes em níveis muito baixos ou não expressos superficialmente nas células imaturas.

Portanto, para confirmar que são células de origem mieloide e não linfóide (como na LLA), torna-se obrigatório o uso de imunofenotipagem por citometria de fluxo.

## Análise das Alternativas

  • Alternativa A (Incorreta): A LMA-M0 é definida justamente pela negatividade da mieloperoxidase em citologia padrão. Positividade intensa indicaria outras formas de LMA (ex: LMA-M1 ou M2).
  • Alternativa B (Incorreta): A morfologia sozinha é insuficiente. Os blastos parecem indiferenciados, exigindo técnicas complementares como imunofenotipagem ou microscopia eletrônica.
  • Alternativa C (Correta): A citometria de fluxo detecta antígenos de superfície específicos (como CD13, CD33, CD117, HLA-DR negativo) que confirmam a linhagem mieloide mesmo sem diferenciação morfológica.
  • Alternativa D (Incorreta): A presença de grânulos azurófilos abundantes é típica de leucemias mais diferenciadas. Na LMA-M0, os blastos geralmente são agranulares.
  • Alternativa E (Incorreta): O enunciado já afirma que o Sudan Black foi negativo. Além disso, a reação PAS pode variar e não é o marcador primário para distinção de M0.

Conclusão

O diagnóstico preciso da LMA-M0 exige a integração de dados clínicos, morfológicos e, crucialmente, imuno-histoquímicos/moleculares. A alternativa C resume corretamente o papel fundamental da imunofenotipagem quando as provas bioquímicas convencionais são negativas.

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