Biologia — Fisiologia Múltipla Escolha

Em 1986, houve uma mudança significativa na terminologia utilizada para se referir aos estudantes com necessidades especiais no contexto educacional. Antes dessa mudança, o termo “alunos excepcionais” era frequentemente utilizado para descrever os estudantes que possuíam alguma deficiência ou desafio de aprendizagem. No entanto, essa terminologia era considerada inadequada, pois enfatizava a ideia de que esses estudantes eram “excepcionais” ou diferentes dos demais. Qual foi a mudança na terminologia ocorrida em 1986?

Em 1986, houve uma mudança significativa na terminologia utilizada para se referir aos estudantes com necessidades especiais no contexto educacional. Antes dessa mudança, o termo “alunos excepcionais” era frequentemente utilizado para descrever os estudantes que possuíam alguma deficiência ou desafio de aprendizagem. No entanto, essa terminologia era considerada inadequada, pois enfatizava a ideia de que esses estudantes eram “excepcionais” ou diferentes dos demais. Qual foi a mudança na terminologia ocorrida em 1986?

  1. Substituição da expressão “alunos com dificuldades de aprendizagem” por “alunos com deficiência”.
  2. Substituição da expressão “alunos com necessidades especiais” por “alunos com deficiência”.
  3. Substituição da expressão “alunos com deficiência” por “alunos com habilidades especiais”.
  4. Substituição da expressão “alunos com deficiência” por “alunos com dificuldades de aprendizagem”.
  5. Substituição da expressão “alunos excepcionais” por “alunos portadores de necessidades especiais”.

Resolução completa

Explicação passo a passo

E
Alternativa E

Alternativa E - Substituição da expressão "alunos excepcionais" por "alunos portadores de necessidades especiais".

Análise Histórica da Terminologia na Educação Especial

A questão aborda um marco importante na história da educação especial no Brasil. A evolução dos termos reflete mudanças nas visões sociais e pedagógicas sobre a inclusão.

O Período Pré-1986

Antes da década de 1980, o termo "excepcionais" era predominante. Essa classificação era considerada inadequada porque:

  • Estigmatizava o aluno, colocando-o como alguém "diferente" ou fora do padrão normal;
  • Focava na limitação individual em vez das condições de ensino necessárias.

A Mudança em 1986

Com a aproximação da Constituição de 1988 e as discussões sobre direitos humanos, houve uma mudança terminológica oficial:

  • Adotou-se o conceito de "Portadores de Necessidades Especiais" (PNE).
  • O foco mudou do rótulo do aluno para as necessidades que ele exigia para aprender.
  • Isso representou um avanço ao sugerir que qualquer pessoa poderia ter alguma necessidade especial em algum momento da vida.

Evolução Posterior (Para Contexto)

É importante notar que essa nomenclatura também foi atualizada posteriormente:

  • Na década de 2000, com a Declaração de Salamanca e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, o termo "Deficiência" passou a ser preferido.
  • Hoje, busca-se evitar termos médicos excessivos, focando na cidadania e nos direitos garantidos pela legislação (como a LDB 9394/96).

Resumo das Opções

OpçãoAvaliaçãoMotivo
aIncorretaRefere-se a transtornos específicos de aprendizagem, não à mudança geral de 1986.
bIncorretaDescreve a mudança posterior (anos 2000), onde se substituiu PNE por Deficiência.
cIncorretaNão corresponde a nenhum movimento histórico real de nomenclatura.
dIncorretaInverte a lógica histórica correta.
eCorretaReflete exatamente a transição ocorrida na década de 1980 no contexto brasileiro.

Conclusão

A resposta correta é a Alternativa E, pois ela identifica corretamente a transição histórica de "alunos excepcionais" para "alunos portadores de necessidades especiais", marcando o início de uma visão mais humanizada e focada nas necessidades educacionais.

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