Alternativa B
A questão aborda a comparação entre a frequência fundamental (F0) e o DNA no contexto da identificação forense de falantes. Para entender a resposta correta, é necessário compreender o papel da unicidade nas biometrias.
Análise do Conceito
O termo "DNA da fala" seria uma metáfora para um parâmetro acústico que fosse único e invariável para cada indivíduo, permitindo sua identificação precisa, assim como o DNA faz com o material genético.
- Unicidade: O principal atributo do DNA na identificação criminal é que a chance de duas pessoas (exceto gêmeos idênticos) terem o mesmo perfil genético é praticamente nula.
- Frequência Fundamental (F0): Refere-se ao tom ou altura da voz. Embora seja influenciada pela anatomia das pregas vocais, ela não garante exclusividade.
- Conflito: Múltiplos indivíduos podem ter faixas de voz muito próximas ou idênticas em termos de F0. Portanto, usar apenas o F0 para identificar alguém é insuficiente, pois ele não distingue indivíduos com certeza absoluta.
Avaliação das Alternativas
| Alternativa | Análise Lógica |
|---|
| a) Incorreta. Sugere que F0 determina características da voz de forma exclusiva, ignorando a falta de unicidade necessária para a analogia com DNA. |
| b) Correta. Aponta diretamente a falha da analogia: a não unicidade do F0 frente à unicidade do DNA. Se dois podem ter o mesmo F0, ele não serve como identificador único. |
| c) Parcialmente verdadeira quanto à variabilidade, mas não é a razão principal para rejeitar a analogia de "identificação". A estabilidade é secundária à unicidade. |
| d) Incorreta. Faz uma distinção física (composto orgânico vs. acústico), mas não explica por que a função de identificação falha. |
| e) Incorreta. O F0 está sim relacionado à fisiologia e genética (tamanho da laringe, cordas vocais), embora seja mais variável que o DNA. |
Conclusão
A alternativa B é a resposta correta porque descreve a limitação fundamental do uso da F0 na identificação: a possibilidade de colisão de dados (duas pessoas com a mesma frequência), algo que não ocorre com o código genético humano.