Biologia — Fisiologia Múltipla Escolha

Um dos principais mecanismos de tolerância periférica é a anergia clonal, que ocorre quando um linfócito B autoreativo é ativado por um antígeno próprio, mas não recebe sinais de coestimulação adequados. Diante desse contexto defina o que é a tolerância periférica de linfócitos B?

Um dos principais mecanismos de tolerância periférica é a anergia clonal, que ocorre quando um linfócito B autoreativo é ativado por um antígeno próprio, mas não recebe sinais de coestimulação adequados. Diante desse contexto defina o que é a tolerância periférica de linfócitos B?

  1. Um mecanismo de eliminação de linfócitos B autoimunes no timo.
  2. Um processo de ativação de linfócitos B na medula óssea.
  3. Um mecanismo de regulação de resposta imune pelos linfócitos T.
  4. Um processo de eliminação de antígenos próprios no organismo.
  5. Um mecanismo de apoptose de linfócitos B autoimunes.

Resolução completa

Explicação passo a passo

E
Alternativa E

Alternativa E

Análise da Questão

A questão aborda os conceitos de tolerância imunológica, especificamente focando na distinção entre tolerância central e tolerância periférica nos linfócitos B.

Conceitos Fundamentais

Para entender a resposta correta, é necessário distinguir onde e como ocorre a tolerância:

  • Tolerância Central: Ocorre nos órgãos linfoides primários (Medula Óssea para linfócitos B e Timo para linfócitos T). Os mecanismos principais são a deleção clonal (apoptose) e a edição de receptores durante o desenvolvimento das células.
  • Tolerância Periférica: Ocorre nos tecidos periféricos e órgãos linfoides secundários (linfonodos, baço). Ela atua sobre os linfócitos maduros que escaparam da seleção central. Os mecanismos incluem:
  • Anergia: Estado de inatividade funcional (como citado no enunciado).
  • Supressão: Ação de células T reguladoras (Tregs).
  • Morte Celular Ativada (Apoptose): Eliminação direta de células ativadas em excesso ou autorreativas.

Justificativa da Alternativa Correta (E)

A alternativa E é a correta porque descreve um mecanismo efetivo de controle da autoimunidade fora dos órgãos centrais. Embora o texto mencione "anergia" (que é uma inativação funcional), a tolerância periférica tem como objetivo final garantir que linfócitos autorreativos não causem dano ao organismo, seja através da inativação (anergia) ou da sua eliminação (apoptose, via morte celular ativada - AICD).

Neste contexto de prova, a opção que melhor define o resultado da tolerância periférica sobre o linfócito B é a sua eliminação ou controle (apoptose/anergia), diferenciando-a das opções que localizam o processo nos órgãos centrais.

Por que as outras estão incorretas?

  • Alternativa A: Incorreta. O timo é o local de maturação dos linfócitos T, não B. Além disso, a eliminação no timo caracteriza a tolerância central.
  • Alternativa B: Incorreta. A medula óssea é o local de desenvolvimento dos linfócitos B, caracterizando a tolerância central, não a periférica.
  • Alternativa C: Incorreta. Embora linfócitos T auxiliem na regulação periférica (ex: Tregs), a definição da tolerância dos linfócitos B deve focar no destino ou estado desses próprios linfócitos B, não apenas na ação dos T.
  • Alternativa D: Incorreta. A tolerância não elimina os antígenos próprios (proteínas do corpo), mas sim controla as células do sistema imune que reagem contra eles.

Resumo

A tolerância periférica garante a segurança do sistema imune após as células saírem da medula óssea/timo. Enquanto a central acontece nos locais de maturação, a periférica age no restante do organismo, podendo levar à anergia (silenciamento) ou apoptose (morte) de linfócitos autorreativos que escaparam da seleção inicial.

Alternativa E.

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