Alternativa C - Refere-se à habilidade do modelo em reproduzir os mecanismos biológicos subjacentes ao transtorno investigado.
Para entender esta questão, é fundamental distinguir os três principais tipos de validade utilizados na avaliação de modelos animais em pesquisa biomédica. Cada tipo avalia uma característica diferente da relação entre o modelo animal e o transtorno humano.
Análise dos Critérios de Validação
A validade de construto é considerada o nível mais alto de rigor científico. Ela vai além da aparência dos sintomas ou da resposta a medicamentos.
- Definição: Exige que o modelo animal tenha sido desenvolvido a partir de uma teoria específica sobre a etiologia (causa) do transtorno.
- Mecanismos Compartilhados: O modelo deve compartilhar os mesmos mecanismos neurobiológicos, genéticos ou moleculares que causam o transtorno em humanos.
- Exemplo: Se um transtorno de ansiedade em humanos está ligado a uma disfunção em receptores específicos de serotonina, um modelo de construto seria aquele geneticamente modificado para apresentar exatamente essa mesma disfunção.
Comparação com as outras alternativas
| Tipo de Validade | Definição Principal | Equivalente na Questão |
|---|
| Validade de Face | Semelhança superficial entre os sintomas do animal e os sintomas clínicos do paciente humano. | Alternativa B ("relação de igualdade entre o comportamento... e os sintomas") |
| Validade Preditiva | Capacidade do modelo de prever a eficácia de tratamentos farmacológicos em humanos. | Alternativa A ("capacidade do modelo de garantir como determinado tratamento... funcionará") |
| Validade de Construto | Base teórica e compartilhamento de mecanismos subjacentes/causais. | Alternativa C ("reproduzir os mecanismos biológicos subjacentes") |
A alternativa D refere-se geralmente a aspectos metodológicos de sensibilidade do teste, mas não define o conceito de construto. Portanto, a única definição correta para validade de construto é aquela que foca nos mecanismos biológicos fundamentais.
Conclusão:
A validade de construto garante que o modelo não apenas "pareça" ansioso (face) ou responda a remédios (preditiva), mas que sua origem biológica seja semelhante à do transtorno estudado.