Em 2022, o mercado de renda fixa enfrentou uma grande crise, por conta da quebra de um grande banco mundial, causando uma súbita elevação da Taxa Selic, que passou de 5,25% a.a. para 13% a.a. Além disso, foi um ano em que a inflação extrapolou a meta estabelecida. Nesse cenário de incerteza, muitos investidores solicitaram resgates simultaneamente do fundo WQ. O fundo não tinha caixa para honrar os resgates. Foi necessário vender ativos e o fundo estava muito concentrado em títulos pré-fixados, que tendem a sofrer mais em tempos de abertura da Taxa Selic e Inflação, não sendo possível vendê-los a um preço justo, gerando prejuízos. A partir do cenário desafiador que impactou os fundos como o WQ, a equipe de relação com investidores decide escrever uma carta para todos os cotistas explicando que eles foram afetados pelo:
Em 2022, o mercado de renda fixa enfrentou uma grande crise, por conta da quebra de um grande banco mundial, causando uma súbita elevação da Taxa Selic, que passou de 5,25% a.a. para 13% a.a. Além disso, foi um ano em que a inflação extrapolou a meta estabelecida. Nesse cenário de incerteza, muitos investidores solicitaram resgates simultaneamente do fundo WQ. O fundo não tinha caixa para honrar os resgates. Foi necessário vender ativos e o fundo estava muito concentrado em títulos pré-fixados, que tendem a sofrer mais em tempos de abertura da Taxa Selic e Inflação, não sendo possível vendê-los a um preço justo, gerando prejuízos.
A partir do cenário desafiador que impactou os fundos como o WQ, a equipe de relação com investidores decide escrever uma carta para todos os cotistas explicando que eles foram afetados pelo:
- Risco de crédito: a quebra de um grande banco, gerou a inadimplência dos emissores dos títulos na carteira do fundo e, consequentemente, desencadeou toda a crise, pois muitos não conseguiram honrar com as suas obrigações, causando uma perda direta de capital na venda desses ativos. A falta de liquidez do fundo também é um ponto importante, dado que o fundo foi forçado a vender os ativos a preço de mercado, diferentes do preço justo.
- Risco operacional: a quebra de um grande banco mundial, fez com que as taxas de juros disparassem no país e, por uma falta de estratégia para gerenciar a crise e conseguir honrar os resgates rapidamente, a situação acabou impactando o preço dos ativos, levando a maiores perdas financeiras e operacionais. Também devemos citar o risco de crédito, que foi aumentado severamente por conta desses eventos.
- Risco do negócio: inerente à operacionalização do fundo. A partir do momento em que o gestor toma a decisão de alocar grande parte do patrimônio líquido em títulos pré-fixados, com baixa liquidez, o risco de negócio é inevitável. A gestão não considerou uma crise no mercado, por conta de quebra de um grande banco. Importante destacarmos o risco de crédito causado pelo investimento em títulos sem liquidez.