Economia Múltipla Escolha

Juros básicos da economia voltam a um dígito depois de quatro anos. Pela sétima vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu hoje (26/07/2017) a taxa Selic em 1 ponto percentual, de 10,25% ao ano para 9,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros. Com a redução de hoje, a Selic chega ao menor nível desde outubro de 2013, quando estava em 9% ao ano. Essa é a primeira vez em que os juros básicos da economia retornam a um dígito em quase quatro anos. Desde novembro de 2013, quando o Copom elevou a taxa para 10% ao ano, a taxa estava em dois dígitos. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história. A Selic passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia por causa da queda da inflação. (EBC Agência Brasil, 26/07/2017. Disponível em < http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-07/juros-basicos-da-economia-voltam-um-digito-depois-de-quatro-anos> Acesso: 01/08/2017). Com base nas informações do texto, conclui-se que o Banco Central do Brasil, de acordo com a teoria keynesiana:

Juros básicos da economia voltam a um dígito depois de quatro anos. Pela sétima vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu hoje (26/07/2017) a taxa Selic em 1 ponto percentual, de 10,25% ao ano para 9,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Com a redução de hoje, a Selic chega ao menor nível desde outubro de 2013, quando estava em 9% ao ano. Essa é a primeira vez em que os juros básicos da economia retornam a um dígito em quase quatro anos. Desde novembro de 2013, quando o Copom elevou a taxa para 10% ao ano, a taxa estava em dois dígitos.

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história. A Selic passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia por causa da queda da inflação. (EBC Agência Brasil, 26/07/2017. Disponível em < http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-07/juros-basicos-da-economia-voltam-um-digito-depois-de-quatro-anos> Acesso: 01/08/2017).

Com base nas informações do texto, conclui-se que o Banco Central do Brasil, de acordo com a teoria keynesiana:

  1. Opera uma política cambial expansiva, que poderá resultar na melhoria da balança comercial.
  2. Opera uma política fiscal expansiva, que poderá resultar na queda do investimento privado.
  3. Opera uma política fiscal restritiva, que poderá resultar na queda do investimento público.
  4. Opera uma política monetária expansiva, que poderá resultar na elevação do investimento privado.
  5. Opera uma política monetária restritiva, que poderá resultar na queda do investimento privado.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D - Opera uma política monetária expansiva, que poderá resultar na elevação do investimento privado.

Introdução

O texto descreve uma ação concreta do Banco Central do Brasil: a redução da taxa básica de juros (Selic) de 10,25% para 9,25%. Para responder à questão, é necessário identificar o tipo de política econômica utilizada e seus efeitos teóricos segundo a economia keynesiana.

Desenvolvimento

A primeira distinção fundamental é entre Política Monetária e Política Fiscal:

  • Política Monetária: Gerida pelo Banco Central (no caso do Brasil, o Copom). Envolve controle da oferta de moeda e das taxas de juros.
  • Política Fiscal: Gerida pelo Governo (Executivo e Legislativo). Envolve gastos públicos, arrecadação de impostos e dívida pública.

Como a decisão foi tomada pelo Banco Central através da alteração da taxa Selic, trata-se inequivocamente de uma política monetária. Isso elimina imediatamente as alternativas que mencionam política fiscal ou cambial direta.

Análise

A seguir, detalhamos os conceitos-chave para entender por que a alternativa correta é a letra D:

  • Tipo de Política (Expansiva vs. Restritiva):
  • Quando o Banco Central reduz os juros, ele torna o crédito mais barato e estimula a circulação de dinheiro na economia. Isso caracteriza uma política expansiva.
  • Se os juros fossem aumentados para conter a inflação, seria uma política restritiva.
  • Efeito sobre o Investimento (Teoria Keynesiana):
  • Segundo a teoria keynesiana, o custo do capital é determinado pela taxa de juros.
  • Juros menores significam um custo menor para financiar projetos.
  • Portanto, empresas são incentivadas a tomar empréstimos para expandir produção, levando à elevação do investimento privado.
Tipo de AçãoClassificação da PolíticaEfeito Esperado no Investimento
Redução de JurosMonetária ExpansivaAumenta
Aumento de JurosMonetária RestritivaDiminui
  • Por que as outras opções estão incorretas?
  • Cambial: O Banco Central pode influenciar o câmbio, mas a ação descrita é especificamente de juros (monetária). Além disso, políticas cambiais diretas não são o foco da descrição do Copom.
  • Fiscal: O Banco Central não executa política fiscal (gastos e impostos), essa é função do Ministério da Fazenda/Governo.
  • Restritiva: Reduzir juros nunca é considerado uma medida restritiva; é uma medida de estímulo (expansão).

Conclusao

A redução da taxa Selic pelo Banco Central configura uma política monetária expansiva. O objetivo dessa manobra, alinhado com a teoria keynesiana, é baratear o custo do crédito para fomentar a atividade econômica, o que resulta diretamente na elevação do investimento privado.

Portanto, a alternativa correta é a D.

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