Alternativa B - Disponibilidade.
A questão aborda um conceito fundamental das finanças comportamentais, especificamente sobre como os vieses cognitivos afetam a tomada de decisão dos investidores. O cenário descrito foca na facilidade com que uma informação é trazida à mente.
O princípio heurístico da disponibilidade ocorre quando as pessoas estimam a probabilidade ou o valor de algo com base na facilidade com que exemplos vêm à mente. Se um preço está "mais vívido na memória", o investidor tende a superestimar sua importância ou relevância atual.
Análise
Para entender melhor, vamos comparar as opções apresentadas:
- Disponibilidade: Corresponde exatamente ao descrito. O investidor usa informações recentes ou emocionalmente marcantes (vívidas) porque são as mais fáceis de recuperar da memória. Isso pode levar a decisões irracionais baseadas apenas no "agora".
- Representatividade: Envolve julgar a probabilidade de um evento com base em quão similar ele é a um protótipo conhecido (ex: achar que uma empresa é boa só porque parece com outra empresa de sucesso). Não se trata de memória vívida.
- Ancoragem: Refere-se à tendência de depender excessivamente de uma primeira informação recebida (o "ancoradouro") ao tomar decisões. Embora envolva preços, o foco aqui é a fixação em um ponto inicial, não necessariamente na vivacidade da memória.
- Track-record: Refere-se ao histórico de desempenho passado. Embora relacionado, não é o nome técnico do viés cognitivo descrito pelo "vívido na memória".
Em resumo, quando a decisão depende do que é mais fácil lembrar no momento, estamos diante da heurística da disponibilidade.