Alternativa B - Adam Smith (1776)
A questão descreve os fundamentos do liberalismo econômico clássico, especificamente o conceito mais famoso associado à origem do capitalismo moderno.
O pensador em questão é Adam Smith, considerado o pai da economia moderna. Em sua obra seminal, A Riqueza das Nações (publicada em 1776), ele introduziu a metáfora da "mão invisível" para explicar como o mercado funciona.
Conceito Chave: Mão Invisível
- Definição: É um mecanismo metafórico onde indivíduos que buscam apenas o seu próprio interesse (lucro pessoal) são guiados por uma mão invisível para promoverem o bem-estar da sociedade como um todo.
- Mecanismo: A oferta e a demanda regulam os preços e a produção sem intervenção externa.
- Papel do Estado: Deve ser mínimo ("Estado Guardião"), limitando-se a garantir a propriedade privada, a justiça e a defesa nacional.
Análise das Alternativas
| Autor | Obra Principal | Visão Econômica | Por que não é a resposta? |
|---|
| (A) Karl Marx | O Capital (1867) | Crítica ao capitalismo, luta de classes, propriedade pública dos meios de produção. | Defendia o fim do mercado livre, oposto ao liberalismo. |
| (B) Adam Smith | A Riqueza das Nações (1776) | Livre mercado, divisão do trabalho, mão invisível, laissez-faire. | Correto. Coincidência perfeita com o enunciado. |
| (C) David Ricardo | Princípios da Economia Política e Tributação (1817) | Vantagem comparativa, teoria do valor-trabalho. | Seguidor de Smith, mas a "mão invisível" é a assinatura de Smith. |
| (D) Alfred Marshall | Princípios de Economia (1890) | Oferta e Demanda (equilíbrio de mercado), elasticidade. | Pertence à escola neoclássica, posterior ao período clássico. |
| (E) John Keynes | Teoria Geral do Emprego, Juros e Moeda (1936) | Intervenção estatal na economia para evitar crises. | Defendia o contrário: maior presença do Estado, não mínima. |
Conclusão
A descrição do funcionamento automático do mercado através da livre iniciativa e a rejeição da intervenção estatal direcionam diretamente para Adam Smith. As outras opções representam pensamentos contrários (Marx e Keynes) ou desenvolvimentos posteriores (Ricardo e Marshall) que não cunharam essa metáfora específica.