Enfermagem Múltipla Escolha

A supervisão em Enfermagem, enquanto ferramenta de gestão, exige do enfermeiro competências que ultrapassam a dimensão técnica, envolvendo também habilidades de negociação, comunicação e compreensão do contexto institucional em que o cuidado é desenvolvido. Em determinadas situações, especialmente em instituições de caráter específico, como hospitais penitenciários, o enfermeiro enfrenta o desafio de coordenar suas ações em consonância com outros setores, que possuem rotinas e prioridades próprias, mas que interferem diretamente na assistência em saúde. Suponha que, em um hospital penitenciário, o enfermeiro deva iniciar a administração de antibioticoterapia às 8:00 em Pessoas Privadas de Liberdade (PPL). Entretanto, no mesmo horário, os agentes de segurança responsáveis pelo acompanhamento das atividades de saúde estão em reunião diária com sua chefia. Diante desse cenário, o enfermeiro precisa articular soluções que preservem tanto a qualidade da assistência prestada quanto o bom relacionamento intersetorial, evitando prejuízos aos clientes e desgastes com a equipe de segurança. Considerando os princípios de supervisão em Enfermagem, analise as afirmativas a seguir: O enfermeiro deve suspender a administração do antibiótico até o término da reunião da equipe de segurança, pois a atividade de saúde não pode interferir nas prioridades estabelecidas por outro setor. O enfermeiro pode alterar o horário da prescrição médica, redistribuindo os horários de medicação para não coincidir com questões de segurança, visto que sua função gerencial pode modificar rotinas clínicas e assegurar bem-estar dos pacientes. Para evitar conflito, o enfermeiro deve aceitar a situação como está, intervir de forma certa e no momento que é devido, já que a responsabilidade pela liberação dos pacientes é exclusiva da equipe de segurança, incompetente a ele questionar a organização de outro setor, agindo como um interlocutor e agente de comunicação entre as equipes, efetivando o trabalho em equipe. O enfermeiro pode substituir a administração da antibioticoterapia por outro cuidado menos complexo nesse horário, bastando ser acordado com o médico que realizou a prescrição, demonstrando flexibilidade diante da impossibilidade de realizar o procedimento prescrito.

A supervisão em Enfermagem, enquanto ferramenta de gestão, exige do enfermeiro competências que ultrapassam a dimensão técnica, envolvendo também habilidades de negociação, comunicação e compreensão do contexto institucional em que o cuidado é desenvolvido. Em determinadas situações, especialmente em instituições de caráter específico, como hospitais penitenciários, o enfermeiro enfrenta o desafio de coordenar suas ações em consonância com outros setores, que possuem rotinas e prioridades próprias, mas que interferem diretamente na assistência em saúde. Suponha que, em um hospital penitenciário, o enfermeiro deva iniciar a administração de antibioticoterapia às 8:00 em Pessoas Privadas de Liberdade (PPL). Entretanto, no mesmo horário, os agentes de segurança responsáveis pelo acompanhamento das atividades de saúde estão em reunião diária com sua chefia. Diante desse cenário, o enfermeiro precisa articular soluções que preservem tanto a qualidade da assistência prestada quanto o bom relacionamento intersetorial, evitando prejuízos aos clientes e desgastes com a equipe de segurança. Considerando os princípios de supervisão em Enfermagem, analise as afirmativas a seguir:

  1. O enfermeiro deve suspender a administração do antibiótico até o término da reunião da equipe de segurança, pois a atividade de saúde não pode interferir nas prioridades estabelecidas por outro setor.
  2. O enfermeiro pode alterar o horário da prescrição médica, redistribuindo os horários de medicação para não coincidir com questões de segurança, visto que sua função gerencial pode modificar rotinas clínicas e assegurar bem-estar dos pacientes.
  3. Para evitar conflito, o enfermeiro deve aceitar a situação como está, intervir de forma certa e no momento que é devido, já que a responsabilidade pela liberação dos pacientes é exclusiva da equipe de segurança, incompetente a ele questionar a organização de outro setor, agindo como um interlocutor e agente de comunicação entre as equipes, efetivando o trabalho em equipe.
  4. O enfermeiro pode substituir a administração da antibioticoterapia por outro cuidado menos complexo nesse horário, bastando ser acordado com o médico que realizou a prescrição, demonstrando flexibilidade diante da impossibilidade de realizar o procedimento prescrito.

Resolução completa

Explicação passo a passo

E
Alternativa E

Alternativa E - Apenas a afirmativa V está correta

Análise das Afirmativas

Esta questão aborda princípios de supervisão em enfermagem e gestão do cuidado, com foco na atuação do enfermeiro como gestor e negociador entre setores.

⚠️ PEGADINHA COMUM: Confundir funções!

Muitos candidatos acreditam que o enfermeiro pode alterar prescrições médicas ou aceitar situações que comprometem o cuidado. Isso é INCORRETO.


## Avaliação Detalhada

AfirmativaCorreta?Justificativa
ISaúde NÃO pode ficar subordinada a reuniões administrativas de outros setores
IIEnfermeiro não pode alterar prescrição médica unilateralmente
IIIAceitar passivamente prejudica o paciente; enfermeiro deve negociar, não apenas cumprir
IVSubstituir tratamento prescrito sem autorização médica é improcedente
VExercer competência política, comunicar-se e negociar é papel do enfermeiro gestor

## Fundamentação Legal e Técnica

Lei nº 7.498/1986 (Regulamento da Profissão de Enfermagem):

Art. 11 - Compete ao enfermeiro: [...] dirigir os serviços de enfermagem e coordenar, orientar e supervisionar atividades técnicas e auxiliares de enfermagem.

Resolução COFEN nº 564/2017 (Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem):

Art. 1º - O profissional de enfermagem tem por dever: [...] defender a vida, a saúde e o bem-estar das pessoas, comunidades e populações.

Princípios da Supervisão em Enfermagem:

  • Supervisão técnica: garantia da qualidade assistencial
  • Supervisão gerencial: coordenação de recursos e equipes
  • Supervisão política: negociação e articulação intersetorial

## Por que cada alternativa está certa ou errada

Afirmativa I - ❌ INCORRETA

  • Antibioticoterapia tem horários específicos para eficácia terapêutica
  • Suspendê-la compromete o tratamento do paciente
  • Prioridade clínica sempre sobre rotinas administrativas de outros setores

Afirmativa II - ❌ INCORRETA

  • ⚠️ Pegadinha clássica: enfermeiro não altera prescrição médica
  • Alterações de horário de medicação exigem autorização médica
  • Função gerencial não substitui função clínica prescritiva

Afirmativa III - ❌ INCORRETA

  • Aceitar passivamente = omissão de cuidado
  • Enfermeiro deve ser agente ativo, não apenas comunicador
  • Responsabilidade pela liberação ≠ responsabilidade pelo cuidado

Afirmativa IV - ❌ INCORRECA

  • Substituir tratamento = alteração de conduta terapêutica
  • Requer avaliação médica, não apenas "acordo" informal
  • Flexibilidade não significa abandonar tratamento prescrito

Afirmativa V - ✅ CORRETA

  • Reflete competência política do enfermeiro gestor
  • Negociação com chefia de segurança é solução adequada
  • Apresenta importância clínica mantém foco no paciente
  • Preserva relacionamento intersetorial sem prejuízo assistencial

Conclusão

A afirmativa V representa corretamente o papel do enfermeiro como gestor, negociador e defensor do cuidado, equilibrando necessidades clínicas com a realidade institucional. As demais alternativas apresentam vícios conceituais graves sobre atribuições profissionais e princípios éticos da enfermagem.

Atenção: Em concursos de enfermagem, sempre verifique se a assertiva respeita:

  1. Hierarquia da prescrição médica
  2. Prioridade do cuidado ao paciente
  3. Papel de negociação do enfermeiro gestor
  4. Não subordinação de saúde a rotinas administrativas

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