Enfermagem Múltipla Escolha

Ao prescrever uma prancha de Comunicação Suplementar e Alternativa, o terapeuta ocupacional deve ir além da seleção de imagens e pictogramas. Considerando o raciocínio clínico da profissão, qual deve ser a prioridade do TO para garantir que o recurso promova, de fato, o desempenho ocupacional?

Ao prescrever uma prancha de Comunicação Suplementar e Alternativa, o terapeuta ocupacional deve ir além da seleção de imagens e pictogramas. Considerando o raciocínio clínico da profissão, qual deve ser a prioridade do TO para garantir que o recurso promova, de fato, o desempenho ocupacional?

  1. Priorizar o uso de alta tecnologia e softwares de última geração, independentemente da demanda motora do paciente, visto que irá atrair maior a atenção da criança ou será mais valorizado pelo adulto.
  2. Focar na nomeação verbal ou apontar para os pictogramas para que a comunicação seja realizada.
  3. Garantir que o indivíduo utilize esses equipamentos como ferramentas de participação social, permitindo a expressão de desejos, necessidades e a interação efetiva em seus diversos contextos de vida, através de uma avaliação adequada da aceitabilidade, usabilidade e viabilidade do tipo de dispositivo.
  4. Realizar o treinamento da prancha somente com os mediadores (cuidadores, professores, equipe de saúde), visto que eles que irão utilizar a prancha para se comunicar com o cliente.
  5. Garantir uma avaliação adequada da aceitabilidade, usabilidade e viabilidade do tipo de dispositivo, de modo que o terapeuta ocupacional focará principalmente na linguagem e comunicação do cliente.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Garantir que o indivíduo utilize esses equipamentos como ferramentas de participação social...

Fundamentação Teórica

A Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA) refere-se a qualquer forma de comunicação que suplementa ou substitui a fala e/ou escrita para pessoas com dificuldades severas de comunicação. Na Terapia Ocupacional, o foco não está apenas na transmissão da mensagem, mas na participação social e no desempenho ocupacional.

Para que a CSA seja efetiva, ela deve ser integrada à rotina de vida do indivíduo, permitindo que ele exerça sua cidadania, expresse preferências e interaja com seu ambiente.

Análise da Questão

A questão aborda o raciocínio clínico do Terapeuta Ocupacional (TO) na prescrição de recursos de CSA. Vamos analisar os pontos principais:

  • Objetivo Final: O enunciado pede o que garante o desempenho ocupacional. Para a TO, desempenho ocupacional significa engajar-se em atividades significativas e participar da sociedade.
  • Fatores Críticos: Uma prancha só funciona se for adequada ao usuário e ao contexto. Isso envolve:
  1. Aceitabilidade: O usuário aceita usar?
  2. Usabilidade: O dispositivo é fácil de operar (considerando habilidades motoras)?
  3. Viabilidade: É possível manter e usar no dia a dia?

Por que a Alternativa C é a Correta?

A alternativa C é a única que coloca o foco na funcionalidade social e na integração do recurso na vida real:

  • "Ferramentas de participação social": Alinha-se diretamente com o modelo de Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), onde o foco é a participação.
  • "Expressão de desejos, necessidades": Vai além da simples comunicação passiva; busca a autonomia.
  • "Avaliação adequada da aceitabilidade, usabilidade e viabilidade": Reflete o processo de prescrição responsável do TO, garantindo que o equipamento não seja apenas um objeto bonito, mas uma ferramenta funcional.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

AlternativaErro Principal
AFoca apenas na tecnologia ("alta tecnologia", "última geração") ignorando as limitações motoras e a necessidade real do paciente. Tecnologia avançada não garante desempenho se não for adequada.
BLimita a comunicação à nomeação ou apontamento. O objetivo maior é a interação social e a expressão complexa, não apenas identificar objetos.
DExclui o cliente do treinamento. O usuário deve aprender a usar a ferramenta para ter autonomia. Treinar apenas os cuidadores pode gerar dependência excessiva.
EEmbora cite a avaliação corretamente, afirma que o foco será "principalmente na linguagem". A TO foca na ocupação/desempenho, não na linguagem como fim em si mesma (papel mais central da Fonoaudiologia).

Conclusão

O raciocínio clínico do Terapeuta Ocupacional deve sempre visar a ocupação significativa e a participação. Portanto, a prioridade é garantir que a prancha funcione como uma ponte para a interação social e a independência, respeitando as capacidades e o contexto de vida do usuário.

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