Mulher, 79 anos, é acompanhada pela equipe de Saúde da Família por declínio cognitivo progressivo há cerca de 3 anos. Apresenta dificuldade de memória recente, desorientação espacial e prejuízo na execução de tarefas instrumentais, evoluindo nos últimos meses com dependência para banho e alimentação. Na avaliação atual, apresenta escore de 14/30 no Mini-Exame do Estado Mental (MEEM). Reside com a filha de 50 anos, sua principal cuidadora, com quem apresenta sobrecarga. Refere que precisou abandonar o trabalho para cuidar da mãe e os dois irmãos não participam do cuidado. Durante a consulta, a filha demonstra ambivalência entre manter o cuidado domiciliar e considerar institucionalização. Qual é a melhor conduta para o planejamento do cuidado?
Mulher, 79 anos, é acompanhada pela equipe de Saúde da Família por declínio cognitivo progressivo há cerca de 3 anos. Apresenta dificuldade de memória recente, desorientação espacial e prejuízo na execução de tarefas instrumentais, evoluindo nos últimos meses com dependência para banho e alimentação. Na avaliação atual, apresenta escore de 14/30 no Mini-Exame do Estado Mental (MEEM). Reside com a filha de 50 anos, sua principal cuidadora, com quem apresenta sobrecarga. Refere que precisou abandonar o trabalho para cuidar da mãe e os dois irmãos não participam do cuidado. Durante a consulta, a filha demonstra ambivalência entre manter o cuidado domiciliar e considerar institucionalização. Qual é a melhor conduta para o planejamento do cuidado?
- Manter o cuidado centrado na paciente, com ajustes farmacológicos, avaliando a necessidade de intervenção junto à família em consultas futuras.
- Realizar abordagem familiar estruturada, incluindo avaliação da sobrecarga do cuidador, articulação de rede de apoio e construção compartilhada do plano de cuidado.
- Proceder à formalização de curatela antes de qualquer decisão sobre o plano terapêutico.
- Indicar institucionalização imediata, considerando o grau de dependência funcional e a sobrecarga da cuidadora.