Enfermagem Múltipla Escolha

No cotidiano dos serviços de saúde, a qualidade do encontro entre profissional e paciente é determinante para os resultados do cuidado. Uma enfermeira da Estratégia Saúde da Família, ao atender uma paciente com diabetes mellitus tipo 2, percebe que, apesar de receber orientações corretas sobre alimentação e uso de medicamentos, a paciente apresenta baixa adesão ao tratamento. Ao dedicar mais tempo ao atendimento, a enfermeira percebe que a paciente demonstra sinais de angústia e menciona dificuldades financeiras e familiares que interferem diretamente em sua rotina. Segundo os conceitos abordados na apostila da disciplina sobre escuta ativa, empatia e comunicação terapêutica no âmbito do SUS, assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre essas práticas:

No cotidiano dos serviços de saúde, a qualidade do encontro entre profissional e paciente é determinante para os resultados do cuidado. Uma enfermeira da Estratégia Saúde da Família, ao atender uma paciente com diabetes mellitus tipo 2, percebe que, apesar de receber orientações corretas sobre alimentação e uso de medicamentos, a paciente apresenta baixa adesão ao tratamento. Ao dedicar mais tempo ao atendimento, a enfermeira percebe que a paciente demonstra sinais de angústia e menciona dificuldades financeiras e familiares que interferem diretamente em sua rotina.

Segundo os conceitos abordados na apostila da disciplina sobre escuta ativa, empatia e comunicação terapêutica no âmbito do SUS, assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre essas práticas:

  1. A empatia e a escuta ativa são habilidades inatas, portanto não podem ser desenvolvidas por meio de metodologias de ensino ou de educação permanente ao longo da trajetória profissional.
  2. A empatia na prática clínica é uma competência ativa e intencional, diferindo da simpatia por permitir que o profissional compreenda a experiência do paciente sem perder a objetividade necessária para o julgamento clínico.
  3. A escuta ativa se resume à coleta objetiva de dados clínicos, sendo suficiente que o profissional ouça as queixas principais do paciente para garantir um atendimento integral e resolutivo.
  4. A comunicação terapêutica eficaz exige o uso prioritário de linguagem técnica para transmitir credibilidade ao paciente, independentemente de sua capacidade de compreensão.
  5. O acolhimento com classificação de risco, previsto na Política Nacional de Humanização, tem como única finalidade organizar o fluxo de atendimento por ordem de chegada nas unidades de saúde.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - A empatia na prática clínica é uma competência ativa e intencional, diferindo da simpatia por permitir que o profissional compreenda a experiência do paciente sem perder a objetividade necessária para o julgamento clínico.

Introdução

A questão aborda conceitos fundamentais de comunicação em saúde no âmbito do SUS, especificamente sobre escuta ativa, empatia e comunicação terapêutica. O caso apresentado mostra como fatores psicossociais podem interferir na adesão ao tratamento, exigindo habilidades comunicativas específicas do profissional.

Desenvolvimento

No contexto da saúde pública brasileira, a humanização do atendimento é um princípio essencial previsto na Política Nacional de Humanização (PNH). As competências de comunicação não são apenas técnicas, mas envolvem postura ética e relacional entre profissional e usuário.

Análise das Alternativas

  • Alternativa A (Incorreta): Habilidades de empatia e escuta ativa podem ser desenvolvidas através de formação continuada e educação permanente em saúde
  • Alternativa B (Correta): Define corretamente a diferença entre empatia (compreensão mantendo objetividade) e simpatia (identificação emocional excessiva)
  • Alternativa C (Incorreta): Escuta ativa vai além da coleta de dados; inclui compreensão do contexto biopsicossocial do paciente
  • Alternativa D (Incorreta): Comunicação deve usar linguagem acessível, adaptada à compreensão do paciente, não técnica excessiva
  • Alternativa E (Incorreta): Classificação de risco prioriza por urgência clínica, não por ordem de chegada

Conceitos-Chave

ConceitoDefinição
EmpatiaCapacidade de compreender o mundo do outro sem perder a perspectiva profissional
Escuta AtivaAtenção plena aos conteúdos verbais e não verbais do paciente
Comunicação TerapêuticaUso intencional da comunicação para promover saúde e bem-estar
AcolhimentoPrática de receber usuários com responsabilidade e qualificação

Conclusão

O caso ilustra como a abordagem técnica isolada falha quando não considera aspectos emocionais e sociais. A alternativa B representa corretamente o conceito de empatia clínica, essencial para o cuidado humanizado no SUS.

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