Engenharia Múltipla Escolha

O sistema de esgoto sanitário em edifícios deve ser completamente separado do sistema de águas pluviais, sem qualquer conexão entre eles. O descarte final dos resíduos do coletor de esgoto em um sistema predial deve seguir algumas diretrizes, são elas:

O sistema de esgoto sanitário em edifícios deve ser completamente separado do sistema de águas pluviais, sem qualquer conexão entre eles. O descarte final dos resíduos do coletor de esgoto em um sistema predial deve seguir algumas diretrizes, são elas:

  1. É permitido o descarte dos resíduos do coletor de esgoto em qualquer corpo d'água próximo ao edifício.
  2. Em situações em que não há rede pública de coleta de esgoto sanitário, os resíduos podem ser lançados diretamente no solo.
  3. Apesar de existirem normas, o engenheiro não precisa segui-las e pode utilizar seus próprios parâmetros de projeto.
  4. O sistema de esgoto sanitário em edifícios deve ser conectado diretamente ao sistema de águas pluviais.
  5. Quando uma rede pública de coleta de esgoto sanitário está disponível, os resíduos devem ser direcionados para essa rede.

Resolução completa

Explicação passo a passo

E
Alternativa E

Alternativa E

A questão aborda normas fundamentais de saneamento básico e proteção ambiental relativas à disposição final de esgotos em edificações. A resposta correta baseia-se na obrigatoriedade de conexão às redes públicas quando disponíveis, visando garantir o tratamento adequado dos resíduos antes do descarte ambiental.

Fundamentação Legal

O ordenamento jurídico brasileiro estabelece diretrizes claras para o manejo de esgoto sanitário. A principal legislação aplicável é a Lei nº 11.445/2007, que institui a Política Nacional de Saneamento Básico.

Além disso, a Lei nº 6.938/1981 (Política Nacional do Meio Ambiente) impõe o dever de prevenir a poluição. Especificamente sobre a descarga de efluentes, o CONAMA Resolução nº 430/2011 regulamenta as condições de lançamento de efluentes domésticos.

A separação entre esgoto sanitário e águas pluviais também é exigida tecnicamente pela norma ABNT NBR 8160, mas juridicamente ampara-se no princípio da precaução ambiental.

Análise das Alternativas

A seguir, detalha-se o motivo da correção da alternativa E e o erro nas demais opções:

  • Alternativa A: É incorreta. Lançar resíduos em qualquer corpo d'água sem tratamento prévio viola o Art. 4º, III da Lei 6.938/1981 (proteção dos ecossistemas).
  • Alternativa B: É incorreta. O lançamento direto no solo exige sistemas de tratamento como fossas sépticas, nunca sendo permitido o despejo bruto devido ao risco de contaminação do lençol freático.
  • Alternativa C: É incorreta. Profissionais respondem civil e criminalmente pelo projeto. Normas técnicas são obrigatórias para garantir segurança e conformidade legal.
  • Alternativa D: É incorreta. Contradiz o próprio enunciado da questão e a legislação. A mistura sobrecarrega estações de tratamento e causa transbordamentos.
  • Alternativa E: É correta. Quando há rede pública disponível, a legislação obriga a conexão para assegurar que o esgoto seja tratado antes de retornar ao meio ambiente.

Pegadinhas Comuns

Atenção aos seguintes pontos frequentemente explorados em provas:

ConceitoArmadilha ComumRealidade Jurídica
Separação"Pode misturar se for pequeno"Proibido sempre (NBR 8160)
Lançamento"Solo absorve tudo"Proibido sem tratamento (Lei 9.605/98)
Rede Pública"Engenheiro decide não ligar"Obrigatório conectar (Lei 11.445/07)

Conclusão

A gestão adequada de esgotos prioriza a saúde pública e a preservação ambiental. A alternativa E reflete o cumprimento da legislação de saneamento, garantindo que os resíduos sejam tratados adequadamente através da infraestrutura pública existente.

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