Alternativa D - Pública do receptor.
Introdução
A questão aborda um dos maiores desafios da criptografia simétrica: o problema de distribuição de chaves. Enquanto a criptografia simétrica é eficiente para proteger grandes volumes de dados, ela exige que remetente e destinatário compartilhem uma mesma chave secreta previamente. Se essa chave for enviada por um canal inseguro, corre o risco de ser interceptada.
Desenvolvimento
Para resolver esse problema sem necessidade de um encontro físico prévio, utiliza-se a criptografia assimétrica apenas na etapa de troca da chave simétrica. O processo funciona como um cofre digital onde apenas o dono possui a combinação.
O fluxo seguro padrão segue estas etapas:
- O remetente gera uma chave simétrica temporária.
- Para garantir que apenas o destinatário legítimo receba essa chave, ele a cifra utilizando a chave pública do destinatário.
- Como a criptografia assimétrica é baseada em pares matemáticos, apenas quem possui a chave privada correspondente pode decifrar o conteúdo cifrado pela chave pública.
Análise
Vamos analisar cada alternativa com base nos princípios de confidencialidade e autenticação:
- Alternativa A (privada do emissor): Criptografar com a chave privada do remetente serve para assinatura digital, não para sigilo. Qualquer pessoa com a chave pública do remetente poderia ler a mensagem.
- Alternativa B (privada do receptor): O remetente não tem acesso à chave privada do receptor, pois esta deve permanecer em segredo absoluto apenas com o destinatário.
- Alternativa C (pública do emissor): Similar à alternativa A. Se o remetente usa sua própria chave pública, qualquer um pode decifrar. Não garante privacidade.
- Alternativa D (pública do receptor): Correta. Ao usar a chave pública do receptor, o remetente garante que apenas o receptor (que detém a chave privada correspondente) conseguirá descriptografar a chave simétrica. Isso resolve o problema de segurança no canal inseguro.
- Alternativa E (pública do emissor e a chave privada do receptor): Combinação desnecessária e tecnicamente incorreta para este cenário específico de entrega de chave.
Conclusão
Para enviar uma chave simétrica de forma segura por um meio inseguro, o remetente deve criptografá-la utilizando a chave pública do receptor. Assim, somente o receptor poderá recuperar a chave original usando sua chave privada.