Alternativa D - Áreas de domínio hegemônico
Introdução
O trecho apresentado, adaptado de Cláudio Raffestin (1993), propõe uma visão crítica sobre a produção cartográfica e as imagens em geral. O autor defende que essas representações não são neutras, mas sim "instrumentos de poder" construídos para refletir os interesses das classes sociais que dominam a sociedade.
Desenvolvimento
A questão pede para identificar como a cartografia moderna representa a Terra sob essa ótica específica. O ponto central do texto é a relação entre representação e poder político/social.
Segundo a perspectiva do autor:
- As imagens servem como guias de ação e controle.
- O estudo da representação deve estar ligado às classes que dominam o poder.
- Portanto, os mapas tendem a destacar o que interessa a quem detém a autoridade geopolítica.
Isso significa que a cartografia deixa de ser apenas uma ferramenta técnica de medição física para se tornar uma ferramenta política de legitimação de fronteiras e territórios controlados.
Análise das Alternativas
Para chegar à resposta correta, devemos analisar quais opções abordam a dimensão política do mapa versus a dimensão técnica:
- Escalas de tamanho grande / Projeções cilíndricas equivalentes / Legendas coloridas: São características técnicas ou formais da construção do mapa. Embora importantes, elas não respondem à pergunta sobre o "instrumento de poder" citado no texto.
- Teoria geocêntrica: Refere-se a um modelo científico antigo sobre a posição da Terra no universo, sem relação direta com a dinâmica de poder social contemporânea discutida por Raffestin.
- Áreas de domínio hegemônico: Esta opção conecta diretamente a ideia de cartografia como instrumento de poder. Os mapas históricos e modernos frequentemente destacam fronteiras, colônias e zonas de influência das potências dominantes, legitimando seu controle territorial.
Conclusão
O texto enfatiza que a representação cartográfica está intrinsecamente ligada às estruturas de dominação social. Assim, a cartografia moderna, nessa visão crítica, prioriza a visualização das regiões onde o poder é exercido e consolidado.
Portanto, a alternativa correta é a D, pois reflete a função política e ideológica do mapa descrita no fragmento.