Alternativa C - quantidade de corpos celestes que existem no Universo.
Análise da Questão
O texto apresenta um famoso argumento do astrofísico Carl Sagan, conhecido por sua defesa da ciência e pela busca de respostas sobre nossa origem no cosmos. Para compreender a lógica dele, precisamos decompor o raciocínio apresentado:
- Premissa Inicial: "O Universo é um lugar bem grande."
- Conclusão Lógica: Se o espaço é imenso e a Terra é apenas um grão de poeira nele, afirmar que somos os únicos seres vivos seria considerar o universo um "terrível desperdício".
Por que a alternativa C é a correta?
O termo "lugar bem grande", neste contexto científico e filosófico, não se refere apenas à vaziedade física, mas à imensa quantidade de matéria e possibilidades existentes no cosmos.
- Contexto Astrofísico: Sabemos hoje que existem bilhões de galáxias no universo observável, cada uma contendo centenas de bilhões de estrelas.
- Corpos Celestes: Com tantas estrelas, estima-se que existam inúmeros planetas orbitando essas estrelas.
- Probabilidade Estatística: Quanto maior o número de corpos celestes (planetas rochosos na zona habitável), maior a probabilidade estatística de que a vida tenha surgido em algum outro lugar além da Terra.
Portanto, o argumento baseia-se na abundância de mundos disponíveis para abrigar vida, e não apenas no tamanho vazio do espaço.
Por que as outras estão incorretas?
| Alternativa | Erro Principal |
|---|
| Distância entre os astros | Refere-se ao vazio espacial. O argumento de Sagan foca na presença de matéria (potencial para vida), não na separação entre eles. |
| Intensidade de energia | Embora importante para a vida, a energia das estrelas não é o foco do argumento sobre o "tamanho" e o "desperdício de espaço". |
| Adaptabilidade humana | O texto menciona "animais e plantas" genericamente, não focando na capacidade específica dos humanos de viverem em outros ambientes. |
Conclusão
O pensamento de Sagan é uma aplicação do Princípio da Mediocridade (ou Princípio Copernicano): a Terra não ocupa uma posição privilegiada no Universo. Se o Universo é vasto e cheio de corpos celestes, é racional concluir que a vida não é um acidente exclusivo da Terra.
Assim, a base do argumento é a quantidade de corpos celestes que tornam o Universo propício à vida em múltiplos locais.