Alternativa B - A fome atualmente tem maior relação com o desperdício do que com a falta de produção de alimentos.
Introdução
O texto apresenta uma tese central clara no seu título: "FOME NÃO É ESCASSEZ. É FALHA DO SISTEMA". O autor argumenta que a humanidade já possui capacidade técnica e produtiva para alimentar todos, mas enfrenta problemas de organização e logística.
Desenvolvimento
Para entender por que a alternativa B é a correta, devemos analisar os pontos principais do texto:
- Capacidade Produtiva: O texto afirma que "A humanidade construiu... um sistema capaz de produzir alimentos em escala suficiente". Isso invalida a ideia de que precisamos apenas produzir mais comida (o que tornaria a alternativa A incorreta).
- Origem do Problema: O segundo parágrafo explica que a fome nasce "menos da escassez e mais da descoordenação".
- Desperdício e Logística: São citados dados concretos: perde-se entre 30% e 40% da produção em países pobres por falhas de armazenamento e transporte, e globalmente desperdiça-se um terço do que se produz.
Portanto, a tese defendida é que o obstáculo principal para erradicar a fome não é a falta de produção, mas sim a ineficiência na distribuição e o alto índice de desperdício.
Análise das Alternativas
| Alternativa | Status | Justificativa Breve |
|---|
| A | Incorreta | O texto diz que já temos capacidade de produção suficiente. |
| B | Correta | Reflete a tese de que o desperdício e a falha sistêmica são maiores vilões que a escassez. |
| C | Incorreta | O texto diz que o Brasil "já provou que sabe produzir". O problema é político/organizacional. |
| D | Incorreta | O foco não é fazer a produção "acompanhar" a distribuição, mas corrigir a falha da própria distribuição. |
| E | Incorreta | Embora o Brasil seja citado como exemplo produtivo, a tese principal trata do problema global, não da liderança brasileira. |
Conclusão
A alternativa B é a única que sintetiza corretamente a ideia de que a fome contemporânea é resultado de falhas na cadeia de suprimentos (desperdício e descoordenação) e não de insuficiência agrícola.