Quando o poder deixa de operar a partir da excepcionalidade episódica e passa a se organizar em torno da exceção como princípio, a política se reconfigura como gestão contínua da ameaça. Nesse regime, a emergência não é um acontecimento, mas uma condição fabricada, reiterada e administrada. A produção do inimigo torna-se, então, um dispositivo estruturante, por meio do qual se define quem vive e quem pode ser exposto à morte. A soberania se exerce menos pela garantia da vida do que pela autorização para matar, abandonar ou deixar morrer, transformando certos corpos em territórios permanentemente vulneráveis à destruição. MBEMBE, Achille. Necropolítica. São Paulo: N-1 Edições, 2018. (adaptado) A reflexão apresentada no texto problematiza um modo de exercício do poder marcado pela
Quando o poder deixa de operar a partir da excepcionalidade episódica e passa a se organizar em torno da exceção como princípio, a política se reconfigura como gestão contínua da ameaça. Nesse regime, a emergência não é um acontecimento, mas uma condição fabricada, reiterada e administrada. A produção do inimigo torna-se, então, um dispositivo estruturante, por meio do qual se define quem vive e quem pode ser exposto à morte. A soberania se exerce menos pela garantia da vida do que pela autorização para matar, abandonar ou deixar morrer, transformando certos corpos em territórios permanentemente vulneráveis à destruição.
MBEMBE, Achille. Necropolítica. São Paulo: N-1 Edições, 2018. (adaptado)
A reflexão apresentada no texto problematiza um modo de exercício do poder marcado pela
- diferenciação política de direitos.
- expansão estatal do controle social.
- normalização da violência política.
- prevalência da legalidade institucional.
- centralidade da ordem democrática.