História Geral Múltipla Escolha

Os antigos filósofos opinam que nada se gera e nada se destrói, como se tal natureza subsistisse indefinidamente, da mesma maneira que não afirmamos que Sócrates é gerado, em sentido absoluto, quando ele se torna belo ou músico, nem que ele morre quando perde essas qualidades, porque o sujeito, o próprio Sócrates, permanece; e assim quanto às outras coisas, porque deve haver uma natureza alterada. O comentário de Aristóteles reitera a posição dos filósofos pré-socráticos sobre a:

Os antigos filósofos opinam que nada se gera e nada se destrói, como se tal natureza subsistisse indefinidamente, da mesma maneira que não afirmamos que Sócrates é gerado, em sentido absoluto, quando ele se torna belo ou músico, nem que ele morre quando perde essas qualidades, porque o sujeito, o próprio Sócrates, permanece; e assim quanto às outras coisas, porque deve haver uma natureza alterada. O comentário de Aristóteles reitera a posição dos filósofos pré-socráticos sobre a:

  1. existência figurativa de Sócrates.
  2. origem mitológica do universo.
  3. explicação cosmogônica.
  4. fragilidade do saber.
  5. teorização divina.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - explicação cosmogônica.

Análise Detalhada

Esta questão aborda a transição do pensamento mítico para o pensamento filosófico nos primórdios da Grécia Antiga.

1. O Contexto dos Pré-Socráticos

Os filósofos pré-socráticos foram os pioneiros em buscar uma explicação racional (Logos) para a origem e a estrutura do universo, rompendo com as narrativas mitológicas. Esse campo de estudo é chamado de Cosmogonia (explicação sobre a origem do cosmos) e Cosmologia.

2. A Tese do Texto

O fragmento de Aristóteles refere-se à famosa tese de Parmênides (e dos Eleatas), que afirmava:

"Nada se gera e nada se destrói."

Para esses filósofos, o Ser é único, eterno e imutável. O que chamamos de "mudança" (como Sócrates ficar mais bonito ou mais velho) não é uma alteração na essência da pessoa, mas apenas uma modificação nas suas qualidades acidentais. O "sujeito" (a substância) permanece inalterado.

3. Por que a resposta é "Explicação Cosmogônica"?

A busca pelos pré-socráticos pelo princípio fundamental (Arché) que explica por que as coisas surgem e perduram é a base da cosmogonia filosófica.

  • Eles queriam entender como o mundo se constitui.
  • Se "nada se gera", então o universo não surge do nada; ele é eterno ou deriva de um princípio fixo.
  • Essa discussão sobre a permanência da matéria/substância versus a aparência de mudança é central para explicar a estabilidade do cosmos.

Resumo das Alternativas Incorretas

  • (A) Sócrates é apenas um exemplo utilizado para ilustrar a diferença entre substância e acidente, não o foco da questão.
  • (B) Os pré-socráticos caracterizam-se exatamente pela ruptura com a origem mitológica.
  • (D) A "fragilidade do saber" é associada aos Sofistas, não aos pré-socráticos naturais.
  • (E) Embora houvesse elementos religiosos, o foco do texto é ontológico (sobre a natureza do ser), não uma teorização puramente divina.

Portanto, o comentário reitera a tentativa dos pré-socráticos de oferecer uma explicação cosmogônica racional sobre a origem e a permanência das coisas.

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