Informática Múltipla Escolha

O compartilhamento de tempo surgiu como uma inovação fundamental na evolução dos sistemas operacionais, marcando a transição para ambientes mais interativos e eficientes. De acordo com Silberschatz, Galvin e Gagne (2018), essa técnica permitiu que vários usuários utilizassem o mesmo sistema de forma simultânea, alternando rapidamente o uso do processador por meio de fatias de tempo. Essa abordagem ampliou a acessibilidade e o aproveitamento dos recursos computacionais, tornando possível o surgimento dos sistemas multitarefa e multiusuário modernos. Entre as principais funcionalidades obtidas com a evolução dos sistemas operacionais, o compartilhamento de tempo diferentes usuários permite:

O compartilhamento de tempo surgiu como uma inovação fundamental na evolução dos sistemas operacionais, marcando a transição para ambientes mais interativos e eficientes. De acordo com Silberschatz, Galvin e Gagne (2018), essa técnica permitiu que vários usuários utilizassem o mesmo sistema de forma simultânea, alternando rapidamente o uso do processador por meio de fatias de tempo. Essa abordagem ampliou a acessibilidade e o aproveitamento dos recursos computacionais, tornando possível o surgimento dos sistemas multitarefa e multiusuário modernos. Entre as principais funcionalidades obtidas com a evolução dos sistemas operacionais, o compartilhamento de tempo diferentes usuários permite:

  1. acessar um recurso simultaneamente a outros processos.
  2. executar processos em paralelo.
  3. compartilhar a utilização da unidade de processamento entre os usuários ativos.
  4. a liberação de tempo para outros processos.
  5. o fatiamento do tempo de processamento para cada processo.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - compartilhar a utilização da unidade de processamento entre os usuários ativos.

Fundamentação Teórica

O compartilhamento de tempo (time-sharing) é um conceito fundamental na ciência da computação, especialmente na disciplina de Sistemas Operacionais. Ele foi desenvolvido para resolver a ineficiência dos primeiros sistemas (batch processing), onde a CPU ficava ociosa aguardando E/S (entrada/saída).

De acordo com a bibliografia clássica citada no enunciado (Silberschatz, Galvin e Gagne), o objetivo principal do time-sharing é permitir que múltiplos usuários interajam com o sistema ao mesmo tempo.

Pontos Chave para Entendimento:

  1. Concorrência vs. Paralelismo: Em um único processador (CPU), não é possível executar dois processos fisicamente ao mesmo instante. O que ocorre é uma alternância extremamente rápida (troca de contexto), criando a ilusão de simultaneidade. Isso se chama concorrência. O paralelismo real só existe com múltiplos núcleos/processadores.
  2. Recursos Compartilhados: A principal vantagem é o aproveitamento da CPU. Em vez de um usuário usar a máquina inteira isoladamente, o tempo é dividido entre vários usuários ativos.
  3. Mecanismo vs. Finalidade: O "fatiamento do tempo" (alternar fatias de CPU) é o mecanismo usado. O que se obtém (a funcionalidade) é o compartilhamento da utilização do processador.

Análise das Alternativas

  • A. acessar um recurso simultaneamente a outros processos: Embora pareça correto, é vago. O foco do time-sharing é especificamente a Unidade Central de Processamento (CPU), não qualquer recurso genérico.
  • B. executar processos em paralelo: Incorreto no contexto teórico clássico. Em sistemas monoprocesso (onde o conceito nasceu e ainda é ensinado), processos são executados de forma concorrente, não paralela. Paralelismo exige hardware específico (multicore). Esta é a alternativa marcada na imagem, mas tecnicamente é imprecisa frente à alternativa C.
  • C. compartilhar a utilização da unidade de processamento entre os usuários ativos: Correto. Esta é a definição exata. O sistema divide o tempo da CPU entre os usuários, permitindo que todos "usem" o processador, embora cada um tenha apenas uma fração dele em cada instante.
  • D. a liberação de tempo para outros processos: Descreve um efeito colateral do escalonamento, não a funcionalidade macro do sistema.
  • E. o fatiamento do tempo de processamento para cada processo: Descreve o método (algoritmo Round-Robin, por exemplo), não a finalidade do compartilhamento.

Conclusão

A alternativa C é a resposta mais precisa e alinhada com a teoria de sistemas operacionais, pois descreve o resultado prático da técnica: a partilha do recurso mais valioso (a CPU) entre diversos usuários.

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