A questão refere-se aos textos a seguir. Texto 1 Isto Dezem que finjo cu minto Tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto Com a imaginação Não uso o coração. Fernando Pessoa Texto 2 E o trabalho é este nosso trabalho de escrever? Meu Deus, como às vezes chega a ser sórdido! Aquele riscar, aquela grosseria do texto primitivo, aquele tatear atrás da palavra desejada e, ainda pior, da combinação de palavras desejada! A gaucherie do que sai escrito – tanta beleza que a gente sonhou, depois de posta no papel como ficção inexpressiva, barata e normal! Já dizia tão bem o velho Bilac: “a palavra pesada abafa a ideia leve!” – e não é mesmo? Rachel de Queiroz Os textos têm assunto comum, pois discutem
A questão refere-se aos textos a seguir.
Texto 1
Isto
Dezem que finjo cu minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação
Não uso o coração.
Fernando Pessoa
Texto 2
E o trabalho é este nosso trabalho de escrever? Meu Deus, como às vezes chega a ser sórdido! Aquele riscar, aquela grosseria do texto primitivo, aquele tatear atrás da palavra desejada e, ainda pior, da combinação de palavras desejada! A gaucherie do que sai escrito – tanta beleza que a gente sonhou, depois de posta no papel como ficção inexpressiva, barata e normal! Já dizia tão bem o velho Bilac: “a palavra pesada abafa a ideia leve!” – e não é mesmo?
Rachel de Queiroz
Os textos têm assunto comum, pois discutem
- a importância da crítica literária e do leitor para que o escritor idealize e materialize seus textos, criando de forma produtiva e agradável.
- a questão da escrita literária como forma que depende única e exclusivamente da inspiração dos grandes escritores.
- a própria linguagem na questão da criação artística, da forma como o escritor idealiza e materializa seu texto.
- a questão da criação artística do escritor, que sofre muito com as imposições dos leitores a respeito de obras originais.
- a dificuldade de expressão escrita comum a todos os escritores, que têm de idealizar um texto sem saber de que forma ele será entendido.