Literatura Múltipla Escolha

A visão sociocomportamental implica outra forma de entendimento da surdez e das pessoas surdas, compreendendo-as como um grupo minoritário que necessita de uma cultura visual para entendimento e apreensão do mundo, o que se traduz pela necessidade e pela utilização da língua de sinais por pessoas que trabalham para a modalidade surda e a cultura surda está no fato de a comunidade surda ser mais aberta, pois pode agregar tanto o ouvinte, e a cultura surda ser mais fechada. Com base nesta pesquisa, pode-se definir que SER SURDO é:

A visão sociocomportamental implica outra forma de entendimento da surdez e das pessoas surdas, compreendendo-as como um grupo minoritário que necessita de uma cultura visual para entendimento e apreensão do mundo, o que se traduz pela necessidade e pela utilização da língua de sinais por pessoas que trabalham para a modalidade surda e a cultura surda está no fato de a comunidade surda ser mais aberta, pois pode agregar tanto o ouvinte, e a cultura surda ser mais fechada. Com base nesta pesquisa, pode-se definir que SER SURDO é:

  1. assumir o uso do aparelho auditivo.
  2. não assumir as suas necessidades de comunicar em LIBRAS.
  3. saber que pode-se aprender e se comunicar em LIBRAS e em português na modalidade escrita, e assumir sua identidade surda.
  4. ter a capacidade de escolher quais línguas é mais adequada para se comunicar.
  5. optar por não ouvir, conviver somente com a comunidade surda.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C

A questão aborda a visão sociocultural da surdez, que difere da visão médica tradicional. Enquanto a visão médica foca na deficiência auditiva como algo a ser corrigido, a visão sociocultural entende a surdez como uma identidade cultural e linguística.

O texto base menciona a pesquisadora Carol Padden e destaca a necessidade de uma cultura visual e o reconhecimento da língua de sinais (LIBRAS). Ser "surdo", nesse contexto, vai além da condição biológica; trata-se de aceitar essa identidade e participar ativamente dessa cultura.

Análise das Alternativas

  • Alternativa A: Incorreta. Focar apenas no uso de aparelho auditivo remete à visão clínica/médica, ignorando a dimensão cultural e identitária discutida no texto.
  • Alternativa B: Incorreta. Negar a necessidade de comunicação em LIBRAS contradiz diretamente o texto, que valoriza o reconhecimento e a utilização da língua de sinais.
  • Alternativa C: Correta. Esta opção sintetiza o conceito de identidade surda: o domínio da LIBRAS (língua natural da comunidade), o uso do português na modalidade escrita (como segunda língua) e, principalmente, o ato de assumir a identidade surda.
  • Alternativa D: Incorreta. Embora a escolha seja importante, a definição de "ser surdo" nesta perspectiva está ligada à aceitação da identidade e da cultura, não apenas à escolha pragmática da língua.
  • Alternativa E: Incorreta. O texto afirma que a comunidade surda é "aberta" e pode agregar ouvintes, logo, conviver somente com a comunidade surda não é uma definição necessária. Além disso, a surdez não é uma "opção" de não ouvir.

Em resumo, a alternativa C é a única que conecta a competência linguística (LIBRAS e Português) com a construção da identidade cultural, que é o cerne da questão.

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