Leia o excerto a seguir da obra Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga. “[…] Entre o frouxo alheamento, Vive o guarda do gado Agradado, Mas contente. Beijo pois teu pensamento As cercas de barras cheias; E não beijo as tuas feias, Beijo as douradas cadeias, Beijo as setas, beijo as armas: Como o cego Amor venceu: Bens, que valem sobre a terra, E que têm valor no Céu.” No excerto de Marília de Dirceu, poema de Tomás Antônio Gonzaga, escritor do Arcadismo Brasileiro, observa-se o eu lírico comparar a vida do homem rico e do homem do campo, defendendo que a felicidade mesmo sem muita riqueza (Apoucado, mas contente), cultivando um modo de vida mais equilibrado. Na estética da poesia árcade, isso se reflete por meio de uma arte que se expressa sem exageros, em oposição aos excessos da estética do Barroco. Tal princípio do Arcadismo se baseia:
Leia o excerto a seguir da obra Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga.
“[…]
Entre o frouxo alheamento,
Vive o guarda do gado
Agradado,
Mas contente.
Beijo pois teu pensamento
As cercas de barras cheias;
E não beijo as tuas feias,
Beijo as douradas cadeias,
Beijo as setas, beijo as armas:
Como o cego Amor venceu:
Bens, que valem sobre a terra,
E que têm valor no Céu.”
No excerto de Marília de Dirceu, poema de Tomás Antônio Gonzaga, escritor do Arcadismo Brasileiro, observa-se o eu lírico comparar a vida do homem rico e do homem do campo, defendendo que a felicidade mesmo sem muita riqueza (Apoucado, mas contente), cultivando um modo de vida mais equilibrado. Na estética da poesia árcade, isso se reflete por meio de uma arte que se expressa sem exageros, em oposição aos excessos da estética do Barroco. Tal princípio do Arcadismo se baseia:
- na máxima latina Aurea mediocritas.
- no conceito de pastoralismo.
- na visão bucólica.
- na máxima latina Inutilia truncat.
- na máxima latina Fugere urbem.