No poema, Bolos rios que vão Por Babilônia me achei, As lembranças de Sião E quanto nela passei, Ali o rio corrente De meus olhos foi manado. Babilônia ao mal presente, Sião ao tempo passado. [...] Mas d tu, terra de Glória, como me lembras na ausência? Senão na reminiscência, que a alma é tábua rasa, celeste, tanto imagina que voa da própria casa sobe à pátria divina. No poema, a expressão “terra de Glória” se associa:
No poema,
Bolos rios que vão
Por Babilônia me achei,
As lembranças de Sião
E quanto nela passei,
Ali o rio corrente
De meus olhos foi manado.
Babilônia ao mal presente,
Sião ao tempo passado.
[...]
Mas d tu, terra de Glória,
como me lembras na ausência?
Senão na reminiscência,
que a alma é tábua rasa,
celeste, tanto imagina
que voa da própria casa
sobe à pátria divina.
No poema, a expressão “terra de Glória” se associa:
- a Sião, concebida como metonímia da tradição religiosa bíblica.
- a Babilônia, entendida como lugar de tristeza que serviu de lição para o poeta.
- a Sião, definida como manifestação da vida terrena feliz, perdida com a aproximação da morte.
- a Babilônia, compreendida como manifestação de uma infância livre, em oposição às regras da vida adulta.
- tanto a Sião quanto a Babilônia, em diferentes momentos da vida do poeta.