«(...) o tempo não respeita a formosura; E da pólida morte a mão tirana Arrasa os edifícios dos Augustos. E arrasa a vil choupana. Que belezas, Marília, floresceram, De quem nem sequer temos a memória! Só podem conservar um nome eterno Os versos, ou a história. Se não houvesse Tasso, nem Petrarcas, Por mais que qualquer delas fosse linda, Já não sabia o mundo, se existiram. É melhor, minha Bela, ser lembrada Por quantos não de vir sábios humanos, Que ter urcos, ter coches, e tesouros. Que morrem com os anos (...)» No contexto da poesia árcade, e sob sua perspectiva, pode-se dizer que
«(...) o tempo não respeita a formosura; E da pólida morte a mão tirana Arrasa os edifícios dos Augustos. E arrasa a vil choupana. Que belezas, Marília, floresceram, De quem nem sequer temos a memória! Só podem conservar um nome eterno Os versos, ou a história. Se não houvesse Tasso, nem Petrarcas, Por mais que qualquer delas fosse linda, Já não sabia o mundo, se existiram. É melhor, minha Bela, ser lembrada Por quantos não de vir sábios humanos, Que ter urcos, ter coches, e tesouros. Que morrem com os anos (...)»
No contexto da poesia árcade, e sob sua perspectiva, pode-se dizer que
- a beleza de Laura é superior à de Clorinda.
- se nega tanto a beleza quanto a de Clorinda.
- a beleza de Laura e de Clorinda é inferior à de Marília.
- se acentua a superioridade dos poetas Tasso e Petrarcas em relação a Gonzaga.
- se sugere, indiretamente, a permanência de Marília através dos versos de Gonzaga.