Quando o português chegou Debaixo duma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português. Andrade, O. In: Faraço & Moura. Língua e Literatura. v.3 São Paulo: Ática, 1985. p. 146-147. A análise do poema do modernista Oswald Andrade apresenta
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.
Andrade, O. In: Faraço & Moura. Língua e Literatura. v.3 São Paulo: Ática, 1985. p. 146-147.
A análise do poema do modernista Oswald Andrade apresenta
- uma crítica à versão eurocêntrica sobre a relação dominador-dominado no processo de colonização do Brasil.
- uma linguagem metafórica em que a “bruta chuva” representa os tiros de canhões e dos arcabuzes, armas responsáveis pela subjugação dos indígenas.
- o europeu como dominador ideológico e projeta o índio como um inocente, cuja religiosidade animista o relegou à condição de dominado.
- uma relação com acontecimento colonial brasileiro em que a cultura do branco se sobrepôs à cultura do indígena, devido inocência do índio que andava nu.
- fatores externos como chuva e sol como os responsáveis pelo delineamento das relações de poder no período colonial.