Pedagogia Múltipla Escolha

A língua de sinais no Brasil era considerada linguagem ou mímica, sendo alvo de críticas que colocavam a língua de sinais como reducionista e perigosa ao desenvolvimento da escrita. Era vista como uma forma simplificada, com erros gramaticais e que transmitia apenas expressões concretas, com regras determinadas. Sobre qual filosofia educacional corresponde o texto?

A língua de sinais no Brasil era considerada linguagem ou mímica, sendo alvo de críticas que colocavam a língua de sinais como reducionista e perigosa ao desenvolvimento da escrita. Era vista como uma forma simplificada, com erros gramaticais e que transmitia apenas expressões concretas, com regras determinadas. Sobre qual filosofia educacional corresponde o texto?

  1. Pedagogia da diferença
  2. Comunicação total
  3. Libras
  4. Oralismo
  5. Bilinguismo

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D - Oralismo

Introdução

O texto apresentado descreve a visão histórica negativa que se tinha sobre a Língua de Sinais no passado, classificando-a como uma mera imitação ("mímica") e um obstáculo para o aprendizado da escrita. Essa postura é característica do método pedagógico conhecido como Oralismo.

Análise Detalhada

Para compreender a resposta correta, é necessário entender as filosofias educacionais citadas nas opções:

FilosofiaConceito PrincipalVisão sobre Língua de Sinais
OralismoFoco exclusivo na fala e leitura labial.Vê a língua de sinais como prejudicial à fala e à escrita. (Correto)
Comunicação TotalUso simultâneo de sinais, fala e gestos.Aceita os sinais como ferramenta de comunicação, mas não prioriza a cultura surda.
BilinguismoDuas línguas: Libras (1ª) e Português escrito (2ª).Valoriza a Libras como língua natural e base para o aprendizado.
Pedagogia da DiferençaReconhecimento da identidade surda.Enfatiza a diferença linguística e cultural como positivo.

Por que a alternativa D está correta?

O Oralismo foi a filosofia predominante por muito tempo na educação de surdos. Seus defensores acreditavam que:

  1. O objetivo principal era integrar o aluno à sociedade ouvinte através da fala.
  2. O uso de sinais impediria o desenvolvimento da articulação vocal.
  3. A língua de sinais seria uma "linguagem pobre" ou "gestualidade" que atrapalharia a aquisição da gramática escrita.

O texto da questão reproduz exatamente os argumentos utilizados pelos oralistas para justificar a proibição ou restrição do uso da língua de sinais em sala de aula.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

  • a. Pedagogia da diferença: Esta abordagem valoriza a identidade surda e a cultura surda, vendo a língua de sinais como fundamental, não como um problema.
  • b. Comunicação total: Embora menos restritiva que o oralismo puro, esta metodologia busca equilibrar meios de comunicação, sem necessariamente demonizar a língua de sinais como "perigosa".
  • c. Libras: É o nome da própria língua (Língua Brasileira de Sinais), não uma filosofia educacional.
  • e. Bilinguismo: Propõe o ensino bilíngue (Libras e Português escrito), reconhecendo a Libras como primeira língua, o que contraria a visão depreciativa do texto.

Conclusão

O texto descreve as críticas feitas à língua de sinais sob a ótica do Oralismo, que priorizava a oralidade e via os sinais como entraves ao desenvolvimento cognitivo e linguístico baseado na fala. Portanto, a filosofia correspondente é a Oralismo.

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