Alternativa D - Oralismo
Introdução
O texto apresentado descreve a visão histórica negativa que se tinha sobre a Língua de Sinais no passado, classificando-a como uma mera imitação ("mímica") e um obstáculo para o aprendizado da escrita. Essa postura é característica do método pedagógico conhecido como Oralismo.
Análise Detalhada
Para compreender a resposta correta, é necessário entender as filosofias educacionais citadas nas opções:
| Filosofia | Conceito Principal | Visão sobre Língua de Sinais |
|---|
| Oralismo | Foco exclusivo na fala e leitura labial. | Vê a língua de sinais como prejudicial à fala e à escrita. (Correto) |
| Comunicação Total | Uso simultâneo de sinais, fala e gestos. | Aceita os sinais como ferramenta de comunicação, mas não prioriza a cultura surda. |
| Bilinguismo | Duas línguas: Libras (1ª) e Português escrito (2ª). | Valoriza a Libras como língua natural e base para o aprendizado. |
| Pedagogia da Diferença | Reconhecimento da identidade surda. | Enfatiza a diferença linguística e cultural como positivo. |
Por que a alternativa D está correta?
O Oralismo foi a filosofia predominante por muito tempo na educação de surdos. Seus defensores acreditavam que:
- O objetivo principal era integrar o aluno à sociedade ouvinte através da fala.
- O uso de sinais impediria o desenvolvimento da articulação vocal.
- A língua de sinais seria uma "linguagem pobre" ou "gestualidade" que atrapalharia a aquisição da gramática escrita.
O texto da questão reproduz exatamente os argumentos utilizados pelos oralistas para justificar a proibição ou restrição do uso da língua de sinais em sala de aula.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
- a. Pedagogia da diferença: Esta abordagem valoriza a identidade surda e a cultura surda, vendo a língua de sinais como fundamental, não como um problema.
- b. Comunicação total: Embora menos restritiva que o oralismo puro, esta metodologia busca equilibrar meios de comunicação, sem necessariamente demonizar a língua de sinais como "perigosa".
- c. Libras: É o nome da própria língua (Língua Brasileira de Sinais), não uma filosofia educacional.
- e. Bilinguismo: Propõe o ensino bilíngue (Libras e Português escrito), reconhecendo a Libras como primeira língua, o que contraria a visão depreciativa do texto.
Conclusão
O texto descreve as críticas feitas à língua de sinais sob a ótica do Oralismo, que priorizava a oralidade e via os sinais como entraves ao desenvolvimento cognitivo e linguístico baseado na fala. Portanto, a filosofia correspondente é a Oralismo.