Quem ainda se lembra da frase alemã Arbeit macht frei (o trabalho liberta você), irônica expressão fixada nos portões de campos de extermínio nazistas na Segunda Mundial? Pois bem, há ecos fortes por aqui. “Trabalhe enquanto eles dormem”, dizem os influenciadores digitais que prometem riqueza e sucesso a quem diligentemente acumular alguns reais durante a vida. “Pelo menos eu faço meu horário”, afirmam os motoristas e entregadores de aplicativo, sufocados por jornadas superiores a 12 horas para obter o mínimo sustento à família. Enquanto se agarram a frases como essas, trabalhadores de todo tipo acabam por não perceber que se trata de destruição contínua e eficaz de um bem maior: seu tempo de vida. Uma das consequências mais trágicas do estado terminal do trabalho contemporâneo é que, das pessoas trabalhadoras, foi usurpado o direito de sonhar. Não falo de fantasiar sobre um futuro melhor nem das utopias sociais, agora bastante desacreditadas. Falo, sim, dos sonhos noturnos, aqueles que costumavam brotar no momento da capacidade de sonhar simbolicamente nossos conflitos subjetivos. Para um grande conhecedor da magia dos sonhos – Sigmund Freud – são eles que protegem nosso sono das invasões perturbadoras da inconsciente. Lembramos que, quando sonhamos por nós não necessitamos quanto se alimentar bem, o que está acontecendo por mundo do trabalho contemporâneo pode ser chamado de roubo mascarado de um direito humano fundamental: o direito de sonhar.
Quem ainda se lembra da frase alemã Arbeit macht frei (o trabalho liberta você), irônica expressão fixada nos portões de campos de extermínio nazistas na Segunda Mundial? Pois bem, há ecos fortes por aqui. “Trabalhe enquanto eles dormem”, dizem os influenciadores digitais que prometem riqueza e sucesso a quem diligentemente acumular alguns reais durante a vida. “Pelo menos eu faço meu horário”, afirmam os motoristas e entregadores de aplicativo, sufocados por jornadas superiores a 12 horas para obter o mínimo sustento à família. Enquanto se agarram a frases como essas, trabalhadores de todo tipo acabam por não perceber que se trata de destruição contínua e eficaz de um bem maior: seu tempo de vida.
Uma das consequências mais trágicas do estado terminal do trabalho contemporâneo é que, das pessoas trabalhadoras, foi usurpado o direito de sonhar. Não falo de fantasiar sobre um futuro melhor nem das utopias sociais, agora bastante desacreditadas. Falo, sim, dos sonhos noturnos, aqueles que costumavam brotar no momento da capacidade de sonhar simbolicamente nossos conflitos subjetivos. Para um grande conhecedor da magia dos sonhos – Sigmund Freud – são eles que protegem nosso sono das invasões perturbadoras da inconsciente. Lembramos que, quando sonhamos por nós não necessitamos quanto se alimentar bem, o que está acontecendo por mundo do trabalho contemporâneo pode ser chamado de roubo mascarado de um direito humano fundamental: o direito de sonhar.
- a citação de Auschwitz serve para comparar a exploração do trabalho na Alemanha nazista com a exploração do trabalho no capitalismo contemporâneo.
- o autor defende que o trabalho, em qualquer época, é fundamental para a realização pessoal e a construção de uma sociedade justa.
- a frase Arbeit macht frei é utilizada como um recurso irônico para criticar a exploração do trabalho e a perda do direito de sonhar na contemporaneidade.
- o texto argumenta que a tecnologia moderna, como aplicativos e supervisores, é a principal causa da opressão dos trabalhadores.
- o autor se limita a denunciar a opressão histórica presente nos campos de extermínio nazistas, sem estabelecer qualquer conexão com a realidade atual.