Alternativa D - A concepção de que as línguas estão repletas de formas de palavras para que os indivíduos expressem o que desejarem.
Introdução
A questão aborda um conceito fundamental da Linguística Antropológica, desenvolvido por Edward Sapir, um dos principais nomes da escola estruturalista norte-americana. Para responder corretamente, é necessário compreender a visão descritiva de Sapir sobre a natureza das línguas humanas.
Desenvolvimento
Edward Sapir defendia que nenhuma língua é inferior ou primitiva em relação a outra. Ele argumentava contra a ideia de que algumas línguas careciam de recursos para expressar pensamentos complexos.
O conceito de "plenitude formal" refere-se à ideia de que toda língua possui, em seu sistema, todos os recursos necessários (gramaticais e lexicais) para atender às necessidades comunicativas de seus falantes. Isso significa que a língua é sempre suficiente para expressar a realidade vivida pelos indivíduos dentro daquele contexto cultural.
Análise das Alternativas
- Opções A, B e C: Estas alternativas focam em conceitos de correção, erro e normas prescritivas ("falar corretamente", "formas corretas"). A Linguística moderna, especialmente a abordagem de Sapir, é descritiva, ou seja, estuda como a língua é usada, sem julgar se está certa ou errada. Portanto, essas opções estão incorretas.
- Opção E: Embora Sapir reconhecesse que todas as línguas permitem a lógica, ele enfatizava a relatividade linguística. A ideia de que todas expressam as mesmas relações lógico-formais ignora a premissa de que diferentes línguas categorizam a realidade de maneira distinta (hipótese Sapir-Whorf).
- Opção D: Esta alternativa captura a essência da plenitude formal: a linguagem é rica e completa o suficiente para permitir que o indivíduo expresse livremente suas intenções e desejos. Não há limitações estruturais que impeçam a expressão humana.
Conclusão
A resposta correta é a Alternativa D, pois reflete a concepção de que a estrutura linguística é sempre adequada e completa para a expressão dos sujeitos que a utilizam, sem hierarquias de valor entre as línguas.