Psicologia Múltipla Escolha

Adolescente de 13 anos com EDM moderado e história familiar de TB-II, iniciou fluoxetina 10 mg/dia há 2 semanas + TCC. Apresenta-se sintomático, sem melhora ou piora dos sintomas. Qual conduta está mais alinhada ao manejo proposto?

Adolescente de 13 anos com EDM moderado e história familiar de TB-II, iniciou fluoxetina 10 mg/dia há 2 semanas + TCC. Apresenta-se sintomático, sem melhora ou piora dos sintomas. Qual conduta está mais alinhada ao manejo proposto?

  1. Aumentar para 40 mg/dia já na 3ª semana para acelerar resposta.
  2. Suspender ISRS preventivamente por risco familiar.
  3. Manter plano: monitorar semanalmente 4–8 semanas, otimizar dose gradualmente e vigiar sinais de ativação/virada.
  4. Trocar imediatamente para antipsicótico atípico de manutenção.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Manter plano: monitorar semanalmente 4–8 semanas, otimizar dose gradualmente e vigiar sinais de ativação/virada.

Análise da Questão

Esta questão aborda o manejo farmacológico e clínico de um adolescente com depressão moderada e histórico familiar de transtorno bipolar. O cenário exige equilíbrio entre eficácia do tratamento e segurança quanto ao risco de conversão para bipolaridade.

Pontos Chave para Entendimento:

  • Tempo de Resposta aos Antidepressivos: O efeito terapêutico completo dos ISRS (Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina), como a fluoxetina, geralmente leva de 4 a 6 semanas. Avaliar a resposta apenas após 2 semanas pode ser prematuro.
  • Histórico Familiar de Transtorno Bipolar: Pacientes com histórico familiar têm maior risco de apresentar episódios hipomaníacos ou maníacos ("virada") durante o uso de antidepressivos. Portanto, a vigilância é essencial.
  • Monitoramento em Adolescentes: Diretrizes recomendam acompanhamento frequente (semanal) nas primeiras fases do tratamento devido ao risco aumentado de ideação suicida e instabilidade clínica.

Por que esta é a melhor conduta?

A alternativa correta propõe uma abordagem equilibrada e segura:

  1. Manter o Plano Inicial: Não há justificativa para interromper ou trocar imediatamente se não houve piora. A falta de melhora total aos 14 dias é comum.
  2. Otimização Gradual: Aumentar a dose deve ser feito passo a passo para evitar efeitos colaterais e riscos de ativação maníaca. Um salto direto para doses altas (como sugerido na opção A) é perigoso.
  3. Vigilância Específica: Monitorar sinais de "ativação" (agitação, irritabilidade, diminuição da necessidade de sono) é crucial para identificar precocemente uma possível virada para bipolaridade.

Resumo das Alternativas Incorretas

OpçãoErro Principal
Aumentar para 40 mg/diaTitulação muito rápida aumenta risco de efeitos adversos e virada maníaca sem garantir benefício imediato.
Suspender ISRSInterromper precariamente deixa o paciente desassistido. O risco familiar exige vigilância, não abandono do tratamento.
Trocar para antipsicóticoAntipsicóticos não são primeira linha para depressão moderada sem critérios específicos (ex: psicose ou resistência comprovada).

Conclusão:
A conduta mais segura e alinhada às diretrizes clínicas é manter o tratamento atual, ajustar a dose lentamente e realizar monitoramento rigoroso para detectar precocemente qualquer sinal de instabilidade de humor associada ao histórico familiar.

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