Alternativa C
Fundamentação Teórica
Esta questão aborda as diretrizes da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para o tratamento do Transtorno da Personalidade Histriônica (TPH). Os pacientes com esse transtorno caracterizam-se por emoções excessivas, busca constante de atenção e comportamento sedutor.
Para responder corretamente, é necessário entender quais técnicas são eficazes e quais podem prejudicar o vínculo terapêutico.
Análise das Alternativas
- Alternativa A (Correta): Pacientes com TPH possuem uma autoestima frágil e oscilante. Embora apresentem uma fachada de confiança ou grandiosidade, a crença central subjacente frequentemente envolve a sensação de que não são suficientes ou válidos por si mesmos, necessitando de validação externa constante para se sentirem seguros.
- Alternativa B (Correta): A transferência erótica é um fenômeno comum na relação terapêutica com pacientes histriônicos. O comportamento sedutor pode se repetir na terapia, e o manejo desse cenário exige cautela profissional para manter os limites éticos e terapêuticos.
- Alternativa C (Incorreta): Embora a postura diretiva seja recomendada para fornecer estrutura (pois esses pacientes tendem a ser impulsivos), a aplicação de interpretações imediatas sobre o comportamento sedutor é contraproducente. Confrontar ou interpretar agressivamente a sedução logo no início pode gerar vergonha, resistência e ruptura do vínculo terapêutico. O engajamento é melhor favorecido por empatia, definição clara de metas e limites firmes, não por interpretações prematuras.
- Alternativa D (Correta): O funcionamento cognitivo do TPH é marcado pela dependência das emoções. É comum que o paciente confunda sentimentos com fatos ("eu sinto que você não gosta de mim, logo você não gosta de mim"), dificultando a introspecção racional imediata.
Conclusão
A alternativa C é a incorreta porque sugere que interpretações imediatas sobre a sedução favorecem o engajamento, quando na realidade isso representa um risco alto de rompimento da aliança terapêutica. O manejo adequado prioriza a contenção e a estruturação do ambiente terapêutico.