Psicologia Múltipla Escolha

Com base nas estratégias da TCC aplicadas ao Transtorno da Personalidade Histriônica, a alternativa INCORRETA:

Com base nas estratégias da TCC aplicadas ao Transtorno da Personalidade Histriônica, a alternativa INCORRETA:

  1. Uma das crenças centrais de pessoas com Transtorno da Personalidade Histriônica é a ideia de que são inadequadas por si mesmas.
  2. A transferência erótica pode ocorrer como parte das repetições de padrão e deve ser manejada com cautela.
  3. O engajamento terapêutico é favorecido pela postura diretiva e pelas interpretações imediatas sobre o comportamento sedutor.
  4. É comum que a paciente se baseie apenas no que sente para tirar conclusões.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C

Fundamentação Teórica

Esta questão aborda as diretrizes da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para o tratamento do Transtorno da Personalidade Histriônica (TPH). Os pacientes com esse transtorno caracterizam-se por emoções excessivas, busca constante de atenção e comportamento sedutor.

Para responder corretamente, é necessário entender quais técnicas são eficazes e quais podem prejudicar o vínculo terapêutico.

Análise das Alternativas

  • Alternativa A (Correta): Pacientes com TPH possuem uma autoestima frágil e oscilante. Embora apresentem uma fachada de confiança ou grandiosidade, a crença central subjacente frequentemente envolve a sensação de que não são suficientes ou válidos por si mesmos, necessitando de validação externa constante para se sentirem seguros.
  • Alternativa B (Correta): A transferência erótica é um fenômeno comum na relação terapêutica com pacientes histriônicos. O comportamento sedutor pode se repetir na terapia, e o manejo desse cenário exige cautela profissional para manter os limites éticos e terapêuticos.
  • Alternativa C (Incorreta): Embora a postura diretiva seja recomendada para fornecer estrutura (pois esses pacientes tendem a ser impulsivos), a aplicação de interpretações imediatas sobre o comportamento sedutor é contraproducente. Confrontar ou interpretar agressivamente a sedução logo no início pode gerar vergonha, resistência e ruptura do vínculo terapêutico. O engajamento é melhor favorecido por empatia, definição clara de metas e limites firmes, não por interpretações prematuras.
  • Alternativa D (Correta): O funcionamento cognitivo do TPH é marcado pela dependência das emoções. É comum que o paciente confunda sentimentos com fatos ("eu sinto que você não gosta de mim, logo você não gosta de mim"), dificultando a introspecção racional imediata.

Conclusão

A alternativa C é a incorreta porque sugere que interpretações imediatas sobre a sedução favorecem o engajamento, quando na realidade isso representa um risco alto de rompimento da aliança terapêutica. O manejo adequado prioriza a contenção e a estruturação do ambiente terapêutico.

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