Psicologia Múltipla Escolha

De acordo com o Código de Ética, o psicólogo pode quebrar o sigilo profissional em quais das situações a seguir?

De acordo com o Código de Ética, o psicólogo pode quebrar o sigilo profissional em quais das situações a seguir?

  1. quando o psicólogo decide que o sigilo não é mais necessário.
  2. em qualquer situação que envolva transtornos mentais graves.
  3. quando o cliente assina um documento liberando o psicólogo dessa obrigação.
  4. quando há risco iminente de morte ou de danos graves ao cliente ou a terceiros.
  5. em situações onde o cliente não deseja mais continuar o tratamento.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D - quando há risco iminente de morte ou de danos graves ao cliente ou a terceiros

Introdução

O sigilo profissional é um dos pilares fundamentais da prática psicológica. Sem ele, não há vínculo terapêutico confiável. Porém, existem exceções éticas e legais bem definidas no Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 010/2005).

Desenvolvimento

O que diz o Código de Ética?

O Artigo 8º estabelece que o psicólogo deve manter sigilo absoluto, com exceções apenas em situações específicas:

SituaçãoPode quebrar sigilo?
Decisão unilateral do psicólogo❌ Não
Transtorno mental grave❌ Não
Autorização do cliente✅ Sim (com limites)
Risco de morte/danos graves✅ Sim
Fim do tratamento❌ Não

Exceções permitidas:

  • Risco iminente de morte do próprio cliente
  • Risco de dano grave a terceiros
  • Ordem judicial (com autorização formal)
  • Autorização expressa do cliente (para informações específicas)

## Análise das Alternativas

  • Opção A (psicólogo decide): Incorreta. O psicólogo não pode decidir unilateralmente.
  • Opção B (transtornos graves): Incorreta. O diagnóstico não justifica a quebra automática.
  • Opção C (cliente assina documento): Parcialmente correta, mas não é a principal exceção ética. Além disso, tem limites (ex: não pode autorizar divulgação de dados sensíveis sem proteção).
  • Opção D (risco iminente): Correta. Protege vidas e previne danos graves, alinhada com o princípio de não-maleficência.
  • Opção E (fim do tratamento): Incorreta. O fim do vínculo não altera a obrigação de sigilo.

Conclusão

A alternativa D está correta porque reflete uma das únicas situações onde o Código de Ética permite a quebra do sigilo: proteger vidas. Em todos os outros casos, o sigilo permanece obrigatório para preservar a relação terapêutica e a autonomia do cliente.

Nota: Questões sobre ética profissional devem ser sempre verificadas junto aos documentos oficiais do Conselho Federal de Psicologia.

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