Alternativa B - Risco moderado, exigindo acompanhamento contínuo, plano de segurança e reavaliação constante.
Análise da Questão
Esta questão aborda a triagem e classificação de risco suicida, um tema crucial na saúde mental e ética profissional (especialmente para psicologia e medicina). A classificação depende da interação entre fatores de risco (ameaças) e fatores de proteção (barreiras de segurança).
Elementos Presentes no Caso
Para classificar o risco, devemos analisar os dois lados da balança apresentados no enunciado:
| Fatores de Risco (Sinais de Alerta) | Fatores de Proteção (Barreiras) |
|---|
| Sofrimento psíquico intenso | Sem plano concreto elaborado |
| Ideação suicida intensa | Sem acesso imediato a meios |
| Rede de apoio razoável |
| Capacidade de verbalizar emoções |
| Aceita acompanhamento clínico (adesão) |
Por que é Risco Moderado?
A presença de "ideação suicida intensa" eleva o nível de alerta acima do risco baixo. No entanto, a ausência de elementos críticos para um risco alto/imediato (como um plano definido, acesso a armas/medicamentos e intenção clara de agir agora) reduz a gravidade imediata.
Além disso, a existência de fatores de proteção robustos (rede de apoio e aceitação de tratamento) sugere que o paciente ainda possui recursos internos e externos para lidar com a crise sob supervisão.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
- Alternativa A (Risco Leve): Subestima a situação. "Ideação intensa" e "sofrimento intenso" exigem intervenções mais urgentes do que apenas "monitoramento eventual". Ignorar a intensidade da ideação pode levar a uma evolução rápida para um quadro grave.
- Alternativa C (Risco Grave/Internação): É desproporcional. A internação compulsória ou involuntária é indicada quando há risco iminente de morte (plano + meios + intenção) e o paciente recusa tratamento. Como ele aceita ajuda e tem suporte familiar, o ambiente aberto (ambulatorial) é preferível e seguro.
- Alternativa D (Sem risco): Perigosa e incorreta. A ideia suicida é um sintoma grave. A ausência de plano não significa ausência de risco; a ideação por si só requer atenção clínica imediata.
- Alternativa E (Não quantificável): Falso. A avaliação de risco é sempre possível baseada nos dados disponíveis, independentemente de histórico de tentativas anteriores. A ausência de tentativas passadas não invalida a avaliação atual.
Conclusão
O manejo adequado para este quadro envolve manter o paciente em ambiente seguro (externo), mas com vigilância estreita. Isso se concretiza através de um Plano de Segurança (contrato de não suicídio, lista de contatos de emergência) e sessões frequentes até que a crise se estabilize.
Portanto, a classificação correta é Risco Moderado.