Alternativa D - O psicanalista deve evitar transformar o ideal normativo em uma mera prática social disciplinar.
Introdução
Esta questão aborda a ética do psicanalista segundo os estudos de Christian Dunker, especificamente no contexto de "Perversão e Política". O foco central é a relação entre o diagnóstico, a norma social e a responsabilidade ética do profissional.
Desenvolvimento
A citação apresentada destaca dois pontos fundamentais:
- Crítica permanente: O psicanalista deve questionar constantemente suas próprias ferramentas de avaliação.
- Jamais impor: O diagnóstico não deve ser usado como uma autoridade externa para ditar como o sujeito "deve" ser.
Na teoria de Dunker, há uma preocupação constante com o uso da psicanálise como instrumento de controle social. Se o analista impõe seu diagnóstico sem crítica, ele está aplicando uma norma social sobre a singularidade do paciente.
Análise das Alternativas
- (A) Incorreta: Afirma que o diagnóstico "impõe pressupostos", o que contradiz diretamente a frase "jamais a impor".
- (B) Incorreta: Reduz a discussão à esfera individual/coletiva sem abordar a questão crucial da imposição normativa.
- (C) Incorreta: A psicanálise valoriza a singularidade, não o "diagnóstico universal". Além disso, ignora a crítica ética presente no enunciado.
- (D) Correta: Alinha-se perfeitamente com a ideia de que o diagnóstico não pode servir para disciplinar o sujeito segundo padrões sociais ("ideal normativo"). O psicanalista deve resistir a usar a clínica para reforçar a ordem social vigente.
- (E) Incorreta: Foca na função comunicativa do diagnóstico, ignorando a dimensão ética e política da "não-imposição".
Conclusão
A alternativa D é a correta porque reflete a postura ética de Christian Dunker, que alerta contra o uso da psicanálise para validar normas sociais. O psicanalista deve garantir que sua prática seja um espaço de liberdade e escuta, e não de controle ou padronização.