Psicologia Múltipla Escolha

Em inibição, Sintoma e Angústia (1926) (2014), Freud explora a ideia de que a angústia é uma resposta percebida como ameaçadora. Considerando o texto da roda de aprendizagem, como se pode compreender o tema da pobreza em psicanálise?

Em inibição, Sintoma e Angústia (1926) (2014), Freud explora a ideia de que a angústia é uma resposta percebida como ameaçadora. Considerando o texto da roda de aprendizagem, como se pode compreender o tema da pobreza em psicanálise?

  1. Como um trauma.
  2. Como uma fantasia neurótica.
  3. Como uma formação do inconsciente.
  4. Como um sintoma de autossabotagem.
  5. Como um dado sociológico sem implicações subjetivas.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Com base na análise do enunciado e dos conceitos fundamentais da psicanálise freudiana apresentados, a resposta correta é a Alternativa A.

Análise Detalhada

1. Contexto da Obra:
O livro "Inibição, Sintoma e Angústia" (1926) é fundamental para a teoria da angústia. Nesta fase tardia, Freud redefine a angústia não mais como transformação de libido, mas como um sinal de perigo enviado pelo ego para alertar sobre uma situação ameaçadora (interna ou externa).

2. Conexão com a Pobreza:
O enunciado estabelece que a angústia é uma resposta a uma situação percebida como ameaçadora. Ao aplicar isso à pobreza:

  • A pobreza extrema não é apenas falta de recursos econômicos; ela representa uma ameaça constante à sobrevivência e à integridade do sujeito.
  • Essa condição de vulnerabilidade permanente gera um estado de desamparo (Hilflosigkeit), que é a matriz da angústia.
  • Na psicanálise, situações que superam a capacidade de defesa do sujeito e causam sofrimento profundo são frequentemente compreendidas através da lente do trauma (um evento ou condição que abala a economia psíquica).

3. Por que as outras alternativas estão incorretas?

  • B (Fantasia neurótica): Reduzir a pobreza a uma "fantasia" negaria a realidade material e objetiva da privação, o que é antiético e tecnicamente impreciso na abordagem clínica contemporânea.
  • C (Formação do inconsciente): Embora tudo possa ser lido no inconsciente, definir a pobreza diretamente como uma formação do inconsciente (como um sonho ou ato falho) é um erro conceitual grosseiro; a pobreza é uma condição real que adquire significados subjetivos.
  • D (Sintoma de autossabotagem): Esta é uma visão culpabilizante e moralista. A psicanálise busca entender os motivos inconscientes, mas não atribui a pobreza a uma "vontade consciente de sabotar" a vida do indivíduo, pois isso ignora as determinações sociais e históricas.
  • E (Dado sociológico sem implicações subjetivas): A psicanálise, por definição, não aceita dados isentos de implicações subjetivas. Ela investiga justamente como a realidade social atravessa a psique.

Conclusão

A alternativa A é a correta porque alinha o conceito freudiano de angústia como resposta a uma ameaça (que pode ser traumática) com a compreensão de que a pobreza, na perspectiva psicanalítica, é uma experiência que fere a subjetividade e gera desamparo, sendo compreendida clinicamente como uma vivência traumática ou geradora de trauma.

Alternativa A

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