Psicologia Múltipla Escolha

Em relação à comorbidade entre o transtorno da linguagem e o transtorno específico de aprendizagem, é correto afirmar:

Em relação à comorbidade entre o transtorno da linguagem e o transtorno específico de aprendizagem, é correto afirmar:

  1. São mutuamente excludentes e não devem ser divulgados conjuntamente.
  2. O transtorno da linguagem, quando presente, exclui a possibilidade de dificuldades acadêmicas.
  3. Podem coexistir e muitas vezes se sobrepõem, exigindo avaliação cuidadosa.
  4. O transtorno específico de aprendizagem surge apenas como consequência de fatores emocionais.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Podem coexistir e muitas vezes se sobrepõem, exigindo avaliação cuidadosa.

Introdução

A questão aborda a relação clínica entre dois transtornos do neurodesenvolvimento: o transtorno da linguagem e o transtorno específico de aprendizagem. É fundamental compreender que esses diagnósticos não são isolados e frequentemente interagem na prática clínica.

O conceito chave aqui é comorbidade, que se refere à presença simultânea de duas ou mais condições em um mesmo indivíduo.

Desenvolvimento

No contexto educacional e terapêutico, a linguagem é a base para a aquisição de outras habilidades, como leitura e escrita. Portanto, dificuldades na linguagem (fala, compreensão, vocabulário) costumam impactar diretamente o desempenho escolar.

Estudos indicam uma alta taxa de coincidência entre esses transtornos. Uma criança com dificuldade de processamento linguístico pode desenvolver atrasos na alfabetização, configurando o quadro de transtorno de aprendizagem. Isso exige que profissionais realizem um diagnóstico diferencial preciso para identificar quais áreas estão comprometidas.

Análise das Alternativas

  • Alternativa A (Incorreta): Os transtornos não são mutuamente excludentes. Pelo contrário, a literatura científica mostra que é comum um paciente apresentar ambos os quadros ao mesmo tempo.
  • Alternativa B (Incorreta): O transtorno da linguagem geralmente agrava as dificuldades acadêmicas, pois a linguagem é a ferramenta primária de aprendizado. Ela não exclui essas dificuldades.
  • Alternativa C (Correta): Esta afirmação reflete a realidade clínica. Como os sintomas podem se sobrepor (ex: dificuldade em ler devido a problemas de decodificação ou compreensão), é necessária uma avaliação cuidadosa para traçar o plano de tratamento adequado.
  • Alternativa D (Incorreta): O transtorno específico de aprendizagem tem origem neurobiológica e genética, não surgindo "apenas" por fatores emocionais. Embora questões emocionais possam surgir como consequência, elas não são a causa única.

Conclusão

A comorbidade entre transtorno da linguagem e transtorno de aprendizagem é um fenômeno bem estabelecido. O reconhecimento dessa sobreposição é vital para garantir que a intervenção terapêutica aborde tanto as bases linguísticas quanto as demandas acadêmicas específicas do aluno.

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